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Apreensão de cocaína em Canoas é apontada como a maior da história da Polícia Civil do RS

A apreensão de 547 quilos de cocaína realizada na manhã desta segunda-feira (1º) em Canoas, na Região Metropolitana, é apontada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) como a maior deste tipo de droga já realizada pela Polícia Civil no Rio Grande do Sul – outros tipos de entorpecentes, como maconha, já foram apreendidos em volumes maiores pela instituição. O carregamento foi localizado dentro de uma residência no bairro Mathias Velho.

— Trata-se da maior apreensão de cocaína já realizada pela Polícia Civil do Estado do RS. Essa apreensão demonstra a efetividade e assertividade do trabalho que vem sendo realizado pelo Denarc e pela Polícia Civil, no combate incessante às facções criminosas, que são os grandes fomentadores dos crimes graves, como latrocínio, roubos e homicídios — afirma o Diretor da Divisão de Investigações do Narcotráfico, delegado Alencar Carraro.

No ano passado, em setembro, a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal realizaram uma apreensão de 437 quilos de cocaína com criminosos que mantinham depósitos de drogas e pistas de pouso nas regiões de São Luiz Gonzaga e Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Em 2012, em Candelária foram apreendidos 412 quilos de drogas pela Polícia Civil — sendo a maior parte de cocaína, droga de maior valor.

— Desta vez, são mais de 500 quilos. Não localizamos nenhuma outra apreensão de cocaína por parte da Polícia Civil que tenha chego a isso. No Denarc, as maiores apreensões que realizamos foi de cerca de 200 quilos de cocaína — explica Carraro.

— Estamos chegando a resultados nunca atingidos na Polícia Civil antes. Ano passado tivemos maior recorde de apreensões de drogas no Estado. Essa é a maior apreensão de cocaína que fizemos na história da Polícia Civil. Isso enfraquece as facções, descapitaliza e retira drogas de circulação. Causa duro golpe nos grupos criminosos e diminui a circulação das drogas, contribuindo para a segurança da sociedade em geral – afirma o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré.

Ainda que seja apontada como a maior de cocaína já realizada pela Polícia Civil, a apreensão não é a maior da história do RS.  Pelo menos outras duas ações da Polícia Federal levaram à cargas maiores. 

A localização de grandes volumes de drogas, no entanto, têm sido uma realidade ao longo dos últimos anos, segundo o delegado. A investigação tem focado em encontrar depósitos usados para armazenar os entorpecentes e interceptar carregamentos da droga. Meia tonelada de cocaína tem valor estimado em cerca de R$ 15 milhões. No entanto, esse volume poderia aumentar, segundo a polícia, já que a droga costuma ser misturada a outras substâncias antes de chegar aos usuários. Dessa forma, os 500 quilos poderiam ser transformados em até 1,5 mil.

— Dependendo da pureza, a cocaína é vendida a R$ 30 a R$ 50 a dose. Isso poderia resultar em R$ 60 milhões lá na ponta. Toda a cadeia do tráfico movimentaria esse valor. Diante de uma apreensão dessas, que temos que comemorar, é preciso também que a sociedade reflita sobre o que isso representa — explica Carraro.

Delegado Gabriel Borges é o responsável por coordenar investigação de oito meses, que resultou em apreensão.
Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Outra frente da investigação busca identificar quem são as lideranças por trás da aquisição desses volumes de droga. Segundo a polícia, é investigado um consórcio, envolvendo duas facções criminosas, que estaria por trás da aquisição desse carregamento.

— Esse trabalho vai continuar e certamente novas grandes apreensões de drogas, como a de hoje, serão realizadas, e, paralelamente a isso, o trabalho investigativo, no sentido de responsabilizar as principais lideranças também será realizado. Responsabilizar quem define quando e de onde vem a droga. Os transportadores não são as pessoas mais importantes nessa cadeia. Para nós o mais importante é quem determina as rotas, as quantidades. Normalmente são as pessoas que definem o rumo do crime no Estado — diz Carraro.

Armazenamento

Segundo o delegado Gabriel Borges, da 3ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (3ª DIN), havia cerca de oito meses que a polícia investigava as ações de dois grupos. Duas facções criminosas — uma de Canoas e outra com base em Porto Alegre, no bairro Bom Jesus — teriam formado espécie de consórcio para a aquisição de grandes volumes de entorpecentes. Nos últimos dias, um carregamento de drogas teria chegado ao Estado.

A polícia passou a fazer buscas nesta manhã, para localizar onde estavam as drogas. Num primeiro endereço, os policiais encontraram um quilo de cocaína e prenderam um homem em flagrante por tráfico de drogas. No segundo local, numa casa de dois andares, rodeada por escombros da inundação, os policiais adentraram num quarto onde as drogas estavam escondidas dentro de caixas.

Uma das suspeitas da polícia é de que os traficantes tenham escolhido esse endereço justamente como forma de despistar as ações da polícia, e evitar uma eventual apreensão, que acabou ocorrendo nesta manhã.

— Estamos no bairro Mathias Velho, que foi muito atingido pela enchente e a nossa investigação inclusive vai no sentido de que a escolha para o local de armazenamento desse entorpecente aqui também tem essa relação. O objetivo é chamar menos atenção das forças policiais. Uma casa que sofreu com a enchente, em tese, não armazenaria essa quantidade de entorpecentes — afirma o delegado Borges.

Distribuição

Segundo o Denarc, os adesivos usados nas embalagens da droga servem para identificar o grupo criminoso responsável por distribuir os entorpecentes, que, neste caso, apropriou-se do logotipo e marca de uma multinacional japonesa.

— Representa o proprietário da droga. Se eles enviam para o interior do Estado, por exemplo, quem recebe a droga sabe de quem é. Usam isso como uma espécie de “marca” da droga — explica o delegado Borges. 

Fonte: GZH

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