Mulher é julgada por matar o pai em 2015 em São Borja

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Foto: Reprodução

Francine Nardes Pedebos está sendo julgada nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, pelo Tribunal do Júri, acusada de matar o próprio pai, Clair Martik Pedebos, de 66 anos, em abril de 2015. O crime ocorreu dentro da residência de Clair, localizada na Rua Carlos Gomes, em São Borja.

Foto: Reprodução Redes Sociais

O julgamento é presidido pelo juiz Marcos Ribeiro. Na acusação, atua a promotora de Justiça Laís Saboia Solto, enquanto a defesa de Francine é feita pelo defensor público Guilherme.

As versões do crime

Segundo o registro policial da época, Clair teria chegado embriagado em casa e tentado abusar sexualmente da filha. Francine resistiu e, durante a luta, foi atacada com uma faca pelo pai. Ela conseguiu tomar a arma e desferiu um golpe na jugular, resultando na morte dele dentro da residência.

Após o ocorrido, Francine pediu ajuda a um vizinho e acionou espontaneamente a Brigada Militar. Em seguida, foi encaminhada à Polícia Civil, onde prestou depoimento e foi liberada.

No entanto, o Ministério Público sustenta que Clair não possuía um dos braços, o que, segundo a acusação, impossibilitaria que ele segurasse a filha para cometer o abuso e, ao mesmo tempo, manuseasse a faca contra ela. Além disso, o MP destaca que não havia registros anteriores de abusos cometidos por Clair contra Francine.

Já a defesa mantém a versão de que o pai tentou abusar sexualmente da filha e que, durante a confusão, Francine conseguiu pegar a faca e reagiu em legítima defesa.

Família contesta versão da ré

A família de Clair Martik Pedebos procurou a reportagem do SBNews para contestar a versão apresentada por Francine e defender a memória dele. Segundo os familiares, a vítima estava dormindo em casa quando Francine bateu na janela do quarto, pedindo para ele abrir a porta.

A família afirma que Francine queria dinheiro e, ao não receber, atacou o pai de surpresa. De acordo com os relatos dos parentes, ela trabalhava em um prostíbulo em São Luiz e era usuária de drogas, motivo pelo qual estaria em busca de dinheiro.

Os familiares também destacam que Clair não morava com Francine e questionam o fato de ela ter ido até a casa dele, caso realmente tivesse sido vítima de abusos no passado. Além disso, afirmam que ele foi degolado com uma faca que estava na cozinha, no momento em que se virou para ir ao banheiro.

A família reforça que espera que a justiça seja feita, mas que a verdade sobre o crime seja esclarecida, condenando Francine e provando que Clair era inocente das acusações feitas por ela.

Apesar de o crime ter ocorrido há quase dez anos, o julgamento só acontece agora. No entanto, Francine já está presa há cerca de cinco meses, mas por outra acusação, sem relação com esse caso.

Site Sb News

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