Avião da CIA pousa em Porto Alegre em missão não revelada pelos Estados Unidos

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U.S. Air Force, 00-9001, Boeing 757-2A — Foto: Reprodução/wikimedia commons

Um Boeing 757 sem identificação externa chamou a atenção ao aterrissar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, nesta terça-feira (19). A aeronave, pertencente ao governo dos Estados Unidos, é conhecida por operar em missões especiais e está frequentemente associada à CIA — a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. O avião decolou da capital gaúcha às19h52 com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo.

A informação foi antecipada pelo portal especializado Aeroin e confirmado pelo GLOBO. A Fraport, operadora do terminal de Porto Alegre, confirmou que o pouso do jato na tarde desta terça. O avião não exibe nenhum registro em sua fuselagem branca e é chamado no mundo militar como C-32B, um modelo modificado do Boeing 757-200. Diferente do C-32A, utilizado para transporte oficial de autoridades da Casa Branca, o C-32B é operado pelo 150º Esquadrão de Operações Especiais da Força Aérea Americana.

Rota da aeronave dos EUA — Foto: Reprodução/Flight Radar
Rota da aeronave dos EUA — Foto: Reprodução/Flight Radar

O grupo é baseado em Nova Jersey, e esse avião costuma ter como função principal transportar equipes de ação rápida do Departamento de Estado, compostas por diplomatas, militares de elite e agentes de inteligência.

A missão atual começou em 18 de agosto, partindo de Nova Jersey até Porto Alegre, com escalas em Tampa, na Flórida, e San Juan, em Porto Rico. A chegada à capital gaúcha ocorreu às 17h13. Até o momento, autoridades americanas e brasileiras não confirmaram oficialmente a razão da presença da aeronave.

Rota cumprida pela aeronave americana — Foto: Reprodução/Flight Radar
Rota cumprida pela aeronave americana — Foto: Reprodução/Flight Radar

Apelidado de “Gatekeeper” (“Porteiro”), o avião já foi mobilizado em crises internacionais, como a explosão no porto de Beirute, em 2020, e em eventos de grande visibilidade, incluindo os Jogos Olímpicos. Equipado com sistemas avançados de comunicação, sensores e capacidade de reabastecimento em voo, o C-32B garante mobilidade e autonomia a operações sigilosas em qualquer parte do mundo.

Procurados pelo GLOBO, a Força Aérea Brasileira, a Anac e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não responderam até a última atualização da reportagem.

O Globo

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