Uma declaração feita pelo vereador Paulo Orelha (PT) durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de São Borja gerou polêmica e repercussão negativa entre parlamentares e o público presente no plenário.
Ao comentar os atos de vandalismo registrados em cemitérios da cidade, o vereador afirmou que “deve ser ação daqueles ziriguidum. Que me perdoem os umbandistas, mas só pode”, associando as ocorrências a religiões de matriz africana.
A fala provocou reações imediatas no plenário. O presidente da Câmara, João Carlos Reolon (PP), pediu que o parlamentar retirasse a expressão. Orelha chegou a se desculpar ainda na tribuna, mas voltou a repetir o termo antes de encerrar o discurso.
Nas redes sociais, a repercussão foi negativa, com manifestações de moradores e entidades locais que acusaram o vereador de intolerância religiosa.
Diante da repercussão, Paulo Orelha divulgou uma nota pública de esclarecimento e pedido de desculpas, na qual reconhece o erro e afirma que jamais teve a intenção de ofender qualquer crença ou religião.
“Reconheço que me expressei de forma inadequada e que minhas palavras foram mal interpretadas, gerando desconforto e indignação em muitas pessoas. Jamais foi minha intenção ofender, desrespeitar ou diminuir qualquer crença, religião ou manifestação de fé”, declarou o parlamentar.
Na nota, o vereador ainda ressaltou o respeito à Umbanda, que, segundo ele, representa valores de caridade, amor ao próximo e respeito à diversidade espiritual. Ele também se colocou à disposição para dialogar com representantes religiosos e esclarecer o episódio.
“Mais uma vez, peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos. O respeito, a empatia e a união sempre serão os princípios que norteiam minha vida pública e pessoal”, concluiu Orelha.
Fonte: Site Sb News / Com informações da Assessoria do Vereador


















