A Polícia Civil deu continuidade, nesta sexta-feira (6), às investigações que apuram a prática de um crime de extorsão ocorrido em São Borja desde dezembro do ano passado.
Conforme a polícia, o caso teve início após o registro de ocorrências relatando que um casal vinha sendo alvo de reiteradas ameaças enviadas por meio de aplicativo de mensagens. Nas mensagens, o autor exigia o pagamento de elevadas quantias em dinheiro, sob grave ameaça de morte do companheiro e de sequestro da filha menor do casal.
Conforme apurado, as investidas criminosas passaram a mencionar detalhes da rotina familiar, inclusive o apelido da criança e informações relacionadas ao ambiente escolar. Em determinado momento, foi encaminhado às vítimas um vídeo gravado nas imediações do colégio frequentado pela filha do casal, com o objetivo de demonstrar vigilância e reforçar a credibilidade das intimidações.
Durante as investigações, foram reunidos indícios de que uma mulher, que possuía acesso à residência das vítimas e conhecimento prévio da rotina familiar, teria participado diretamente da gravação utilizada para intimidar o casal.
Diante dos elementos colhidos, a autoridade policial representou pela prisão temporária da investigada e pela expedição de mandado de busca e apreensão, medidas que foram autorizadas judicialmente e cumpridas em fevereiro, no Centro de São Borja. Na ocasião, a suspeita foi presa e encaminhada ao sistema prisional.
A análise dos elementos obtidos durante as diligências e dos dados extraídos do aparelho telefônico da investigada indicou a possível participação de outro indivíduo no esquema criminoso. Conforme apurado, o homem, companheiro da investigada, teria atuado em conjunto na prática das extorsões.
A polícia, então, representou pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva da investigada, bem como pela decretação da prisão preventiva do segundo investigado, além da expedição de mandado de busca e apreensão a ser cumprido no Presídio Estadual de Cruz Alta, local onde ele se encontra recolhido em razão de outro processo criminal.
Fonte: Polícia Civil, com informações da Rádio Missioneira

















