Edegar Pretto afina estratégia para se manter na corrida pelo Piratini

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Foto : Reprodução

Em semana decisiva para a manutenção ou não da pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Estado, é grande a movimentação no PT gaúcho, onde as alas internas começam a externar publicamente posições que ficavam restritas a reuniões fechadas ou a círculos pequenos de articuladores.

Os posicionamentos que colocam na vitrine os enfrentamentos dentro da sigla sobre se ela deve ter candidatura própria ao governo, a de Pretto, ou apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT), passaram a aparecer por meio de notas públicas ou resoluções divulgadas nas redes sociais por lideranças, individualmente, ou como decisões de instâncias partidárias.

Até agora, entre petistas gaúchos, as redes estão sendo inundadas por manifestações dos que defendem a pré-candidatura de Pretto, com o ex-governador Olívio Dutra à frente. Já os partidários de um apoio a Juliana seguem alimentando movimentos de bastidores, tanto junto ao comando nacional como a aliados.

Na noite de segunda-feira, 23, o diretório do PT em Porto Alegre divulgou resolução aprovada sobre as eleições de 2026, reforçando seu apoio para que Pretto permaneça na corrida pelo Palácio Piratini. A resolução foi aprovada sem nenhum voto contrário.

O documento começa reafirmando que a prioridade da sigla no pleito deste ano é a reeleição de Lula. Mas encerra com recado direto ao comando nacional do partido e aos petistas gaúchos que trabalham pela desistência de Pretto. O argumento desses grupos é o de que, para a reeleição do presidente, o melhor seria o PT desistir da candidatura própria no RS e apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT).

O diretório da Capital, por sua vez, vincula a pré-candidatura de Pretto à manutenção da unidade partidária, melhores condições para a vitória de Lula, defesa da democracia interna e participação das bases partidárias. A resolução termina afirmando que movimentos que busquem desestabilizar ou inviabilizar o processo local poderão prejudicar o desempenho eleitoral no RS, “causando prejuízos políticos” ao projeto nacional.

Articuladores gaúchos têm pressa em estancar a crise, porque entendem que ela, além de desgastar continuamente Pretto, já transborda o PT. Na quinta-feira passada, a direção estadual do PCdoB divulgou nota aberta para manifestar “concordância com a posição do presidente nacional do PT acerca da imprescindível unidade das forças progressistas no RS”. A posição do dirigente nacional, tornada pública, é de palanque único no RS, mesmo que, para isso, o PDT fique com a cabeça de chapa.

Após a divulgação do documento, na segunda-feira, integrantes das executivas estaduais do PCdoB e do PT se reuniram. Nesta terça, a informação oficial no PCdoB é de que a nota foi para reafirmar a importância de um palanque único, independente do nome do candidato, mas que não teve o objetivo de indicar apoio a Juliana, e que Pretto é o pré-candidato da federação PT/PCdoB/PV neste momento.

A sigla, admitem suas próprias lideranças, tem zero influência nos rumos do aliado majoritário. A nota da semana passada, contudo, incomodou parte dos petistas gaúchos, já que Pretto, em suas manifestações, destaca sempre que tem o apoio consolidado de seis siglas, entre elas as três da própria federação.

Nesta terça representantes das executivas nacional e estadual do PT vão se reunir em Brasília para tratar do assunto. Após o encontro, na quarta, acontecerá reunião da executiva estadual em Porto Alegre. No mesmo dia, Pretto se desincompatibiliza da presidência da Conab para poder concorrer nas eleições deste ano.

Fonte: Correio do povo

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