“Eles estavam apagados dentro de casa, praticamente dormindo”, diz parente de vítimas mantidas em cárcere no sul do Estado

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Foto: Reprodução - RBS TV

A família mantida em cárcere privado em Capão do Leão ficou mais de 30 horas sob domínio de criminosos, amarrada dentro de um quarto da própria casa. Após o resgate, na manhã desta sexta-feira (27), as três vítimas foram encaminhadas à delegacia.

Segundo o cunhado de uma das vítimas, Davi Gayer, o nível de tensão durante o período de cárcere privado foi tão intenso que os reféns pediram medicação aos criminosos.

— Eles estão muito em estado de choque. Tiveram que tomar remédio para se acalmar […] Eles pediram para tomar porque estavam muito nervosos. Minha sogra mesmo estava passando mal — relata.

As vítimas são um homem de 45 anos, a esposa, de 38, e a mãe dela, de 62 anos. Eles foram resgatados por volta das 7h e, segundo familiares, estavam sonolentos devido aos medicamentos.

— Eles estavam apagados dentro de casa, praticamente dormindo — afirma Gayer.

De acordo com a Brigada Militar, cerca de 10 criminosos armados participaram da ação. Conforme o cunhado, apenas o homem foi agredido com coronhadas.

A sequência do crime começou a ser percebida ainda na quarta-feira (25), quando o homem, proprietário de uma farmácia há quase uma década, não compareceu ao trabalho.

— Ele tem uma farmácia aqui no Capão do Leão e vai todos os dias, mas na quarta-feira não apareceu — relata Gayer.

Funcionários tentaram contato ao longo do dia, sem sucesso, e acionaram a família. A preocupação aumentou quando uma mensagem enviada pelo celular da vítima levantou suspeitas.

— Ele mandou uma mensagem muito estranha, com um jeito diferente de falar. A gente notou que não era ele — diz.

Ao mesmo tempo, começaram a ocorrer movimentações financeiras suspeitas, com transferências via Pix em valores elevados.

— Começaram a fazer os pix com valores totalmente fora do normal. Foi quando a gente percebeu que era algo sério — afirma.

Parte das transações foi bloqueada pelos bancos, mas algumas chegaram a ser efetivadas. Os valores roubados ainda estão sendo apurados pela polícia.

Diante dos indícios, familiares foram até a residência, mas foram orientados pela Brigada Militar a não entrar no imóvel. Na noite de quinta-feira (26), o cunhado, acompanhado da esposa e de outras três pessoas, percebeu um cenário incomum.

— Estava tudo estranho, tudo apagado. Os carros estavam na garagem, mas ninguém atendia o telefone — relata.

Os familiares permaneceram no local durante a madrugada. No início da manhã de sexta-feira, a Brigada Militar entrou na residência e encontrou as vítimas dentro de um quarto. Os suspeitos já haviam fugido.

perícia analisa o local, enquanto forças de segurança fazem buscas pelos criminosos na região. Conforme o cunhado, a forma de atuação levanta a suspeita de que os autores teriam conhecimento da rotina da família.

— Eu acho que conheciam a família, sabiam muita coisa — afirma.

Até o momento, ninguém foi preso, e o caso segue sob investigação pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Pelotas.

Fonte: GZH 

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