A safra de soja no norte do Rio Grande do Sul deve registrar perdas médias de até 25%, especialmente em áreas cultivadas com variedades precoces, as mais afetadas pela estiagem das últimas semanas. Na Região Norte, a colheita já alcança um quarto da área plantada.
As lavouras de cultivares precoces apresentam produtividade entre 40 e 55 sacas por hectare. O número fica abaixo da média considerada normal para a região, que gira em torno de 60 sacas por hectare.
Apesar da redução, o impacto tende a ser menor do que o previsto inicialmente, aponta a Emater/RS-Ascar. Para a regional de Passo Fundo, as chuvas de verão ajudaram a manter as lavouras de 42 municípios.
— Vai ter uma redução na expectativa da média dos últimos anos, mas ainda não é tão significativa como se previa. Ocorreram algumas chuvas em regiões esparsas, que ajudaram a manter uma média — afirma o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Oriberto Adami.
A maior parte da área foi semeada mais tarde e apresenta condições melhores: cerca de 65% das lavouras estão em maturação fisiológica e prontas para a colheita. A expectativa é que essas áreas tardias ajudem a elevar a média regional para 55 sacas por hectare.
Mas. além da produtividade, a preocupação do setor está também na rentabilidade financeira do grão, já que o investimento é alto.
— Os custos de produção foram elevados e tem essa expectativa de que aumente em função dos preços dos fertilizantes, principalmente, e do combustível, considerando o cenário dos últimos dias — afirma Adami em referência aos conflitos no Oriente Médio.
Noroeste deve ter mais perdas

Na Região Noroeste o cenário é mais heterogêneo e com perdas mais expressivas, conforme o Informativo Conjuntural da Emater.
Em Jóia — onde a estiagem foi mais severa — os rendimentos ficam bem abaixo da região de Passo Fundo. Devem ser colhidos entre 1,5 mil e 2,8 mil quilos por hectare, ou seja, uma média de 35 sacas.
Já em Santa Rosa, a produtividade estimada é a menor entre as regiões citadas no informativo, reflexo da irregularidade das chuvas e das diferentes épocas de plantio. Com menos de 10% da área colhida, a média no município chega a 25 sacas por hectare.
A tendência para o Estado é de avanço acelerado da colheita nos próximos dias, enquanto as perdas mais severas seguem concentradas nas áreas que sofreram com estiagem mais intensa.
Fonte: GZH


















