Um levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Observatório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) revela mudanças importantes no cenário da segurança pública no município. Os dados, atualizados até março de 2026, mostram uma redução nos crimes letais, mas indicam crescimento significativo nos crimes patrimoniais, especialmente nos golpes.
Entre janeiro e março deste ano, o estelionato foi o delito com maior aumento proporcional. Foram registradas 110 ocorrências no período, número 49% superior ao verificado no mesmo trimestre de 2025.
Além disso, outros crimes contra o patrimônio também apresentaram elevação. Os furtos somaram 125 registros, representando um crescimento de 23% em relação ao ano anterior. Já os roubos, embora ainda em menor quantidade, passaram de 2 casos em 2025 para 7 em 2026, o que corresponde a um aumento de 250%.
Por outro lado, os indicadores relacionados à violência letal apresentaram queda. São Borja não registrou homicídios dolosos nem vítimas de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) nos três primeiros meses de 2026. Para efeito de comparação, no mesmo período de 2024 haviam sido contabilizadas duas mortes.
Outro dado positivo é a redução nos registros de tráfico de entorpecentes. As ocorrências caíram de 21 em 2025 para 7 neste ano, uma diminuição de 67%. Segundo a análise do Observatório, essa variação pode estar relacionada a mudanças nas estratégias de fiscalização e atuação policial na região.
O boletim faz parte das atividades de pesquisa do campus da Unipampa em São Borja e tem como objetivo contribuir para o debate sobre políticas de segurança pública, especialmente em áreas de fronteira. O relatório destaca que o crescimento dos casos de estelionato e furtos exige atenção tanto das autoridades quanto da sociedade.
Os dados também apontam estabilidade no número de casos de abigeato crime ligado ao furto de animais que registrou 12 ocorrências no período, mantendo-se alinhado ao perfil agropecuário da região.
Fonte: Site SB News | Com informações do Observatório de Políticas Públicas


















