Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, é alvo de operação da PF contra grupo Refit

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Foto: Reprodução

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de operação da Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal nesta sexta-feira (15). Agentes cumprem mandados de busca na casa dele, em um condomínio na Barra da Tijuca. O dono da Refit, Ricardo Magro, é alvo de ordem de prisão. 

São 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos Estados de Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a PF, foi determinado ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. 

De acordo com a TV Globo, a ordem para a Operação Sem Refino partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A apresentadora da GloboNews, Camila Bomfim, divulgou que a PF encontrou mais de R$ 500 mil na casa de um policial civil que é alvo da ação. Embora não seja crime manter dinheiro em casa, ele terá de explicar a origem do dinheiro e porque estava guardado na residência.

A ação aprofunda as investigações sobre suspeitas de sonegação fiscal bilionária do conglomerado do ramo de combustíveis de Magro, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis.

Renúncia

Cláudio Castro renunciou ao cargo no dia 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na declaração de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Apesar da inelegibilidade, Castro pretende contar com recursos jurídicos para se lançar candidato ao Senado nas eleições de outubro.

Maior devedor tributário do país

Alvo de mandado de prisão, o dono da Refit, Ricardo Magro, é um dos maiores devedores tributários do país. Ele vive em Miami desde a década passada. Por isso, o nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

O empresário controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e também possui negócios nos Estados Unidos e em Portugal.

Em julho do ano passado, o Ministério Público de São Paulo já havia citado empresas ligadas à Refit em investigações sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais. A refinaria do grupo também foi alvo da operação Carbono Oculto e chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Contraponto

Procurado pelo g1, o advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, afirmou que ainda não tinha informações sobre a motivação da busca e apreensão.

Ricardo Magro não se manifestou até o momento.

Fonte: GZH

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