Cobertura de esgoto em São Borja cresce mais do que o dobro em três anos

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Foto: Reprodução - Corsan

Índice passou de 21,5% para 49,1%, resultado dos investimentos realizados pela Corsan dentro do maior ciclo de expansão do saneamento da história do Estado

Em menos de três anos, a cobertura de tratamento de esgoto saltou de 21,5% para 49,1% em São Borja, registrando mais do que o dobro de crescimento. O município da Fronteira Oeste está inserido no plano de expansão da Corsan para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento. A legislação determina a universalização do acesso à coleta e tratamento de esgoto com pelo menos 90% da população conectada à rede até 2033.

A velocidade inédita no avanço da cobertura de esgotamento sanitário é resultado do maior ciclo de investimentos em saneamento da história do Rio Grande do Sul. O serviço essencial cresceu, em menos de três anos, 50% de tudo que foi construído em quase 60 anos. São Borja faz parte dessa transformação que mobiliza cidades em todo o Estado, impactando diretamente ruas, bairros, famílias e a qualidade de vida da população. Somente entre 2025 e 2026, já foram investidos mais de R$ 20 milhões no município.

“O saneamento é uma infraestrutura de base para a evolução da sociedade, e por isso buscar a universalização do acesso é mobilizar um país pela redução das desigualdades sociais. Estamos falando em obras estruturantes que deixam benefícios permanentes para o hoje e para as próximas gerações”, afirma Samanta Takimi, diretora-presidente da Corsan.

Na região Oeste do Estado, atendida pela Corsan, outros municípios que tiveram destaque na expansão da rede são Alegrete, com aumento de 13,1% da cobertura, Quaraí (8,3%), Santo Ângelo (5,1%), Santa Rosa (4%), Dom Pedrito (3,6%) e Barra do Quaraí (3,1%). O total representa a inclusão de 130 mil pessoas. Na prática, equivale a incorporar, em menos de três anos, uma cidade do porte de Bento Gonçalves.

*Saneamento é sinônimo de saúde*
Enquanto 43% da população brasileira ainda não possui acesso à coleta de esgoto, no Rio Grande do Sul esse índice é ainda maior, chegando a 65,3%. Na prática, isso significa que, a cada dez gaúchos, pelo menos seis ainda produzem esgoto sem coleta e tratamento adequados. Como consequência desse déficit histórico de infraestrutura no RS, o equivalente a 443 piscinas olímpicas de resíduos sem tratamento é despejado por dia no meio ambiente gaúcho, contaminando rios, arroios e mananciais e ampliando impactos sobre a saúde pública, a qualidade de vida da população e o desenvolvimento das cidades.

Mas a evolução está acontecendo. Nos municípios atendidos pela Corsan, a cobertura de esgotamento sanitário era de aproximadamente 19% em 2023 e hoje já chega a 30%. Foram implantados 1.021 quilômetros de rede de esgoto nesse período, distância aproximada de Porto Alegre até São Paulo. O plano prevê cerca de R$ 15 bilhões em investimentos até 2033 para acelerar ainda mais essa expansão.

Fonte: SB News 

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