Decisão do Tribunal de Justiça Militar anulou as provas obtidas em celulares de policiais investigados pela operação que resultou na morte do agricultor Marcos Nörnberg, ocorrida em janeiro deste ano, em Pelotas. O colegiado concluiu que o prazo para a extração dos dados dos aparelhos foi excessivo, o que invalidou o material no processo. A apreensão dos dispositivos de 18 agentes havia sido determinada em maio a pedido do Ministério Público, que investiga suspeita de abuso de autoridade.
A apuração da Corregedoria da Brigada Militar apontou que a ação em Pelotas foi planejada com base em informações repassadas por um detento no Paraná, consideradas precárias pela própria investigação interna. Apesar da recusa de três oficiais de patentes inferiores, o comandante do batalhão autorizou a intervenção. O relatório da corporação concluiu pela ausência de crime militar, mas criticou a conduta dos comandantes envolvidos na decisão.
Paralelamente, o inquérito conduzido pela Polícia Civil sobre a morte do agricultor aguarda a conclusão de laudos do Instituto-Geral de Perícias após seis meses do ocorrido. O Ministério Público informou que poderá solicitar uma nova quebra de sigilo telefônico com prazos ajustados, enquanto o comando da corporação declarou que o caso tramita sob segredo de Justiça.
Fonte: Site SB News, com informações do GZH


















