Varejo do RS fecha 5,3 mil empregos e acende alerta para o comércio gaúcho

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Foto: Reprodução

O varejo do Rio Grande do Sul fechou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada somente no primeiro semestre de 2026. O resultado, obtido a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), é o pior registrado pelo setor no Estado para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes.

Entre janeiro e junho, o comércio varejista gaúcho registrou cerca de 159,2 mil contratações, mas contabilizou aproximadamente 164,5 mil desligamentos. Na prática, mais trabalhadores deixaram seus empregos do que foram contratados ao longo dos seis primeiros meses do ano.

O setor de vestuário e acessórios aparece como o mais atingido, com a eliminação de aproximadamente 2,2 mil empregos formais. Na sequência estão os segmentos de móveis, colchões e artigos de iluminação, com perda de 520 vagas, e o comércio de calçados, que fechou outros 463 postos.

Nem todos os segmentos, porém, terminaram o período no vermelho. Os postos de combustíveis abriram 951 vagas, enquanto supermercados registraram saldo positivo de 576 empregos no Estado.

O cenário gaúcho acompanha uma dificuldade enfrentada pelo varejo em outras regiões do país. No primeiro semestre, São Paulo perdeu 16,5 mil vagas no setor, seguido pelo Rio de Janeiro, com 9,2 mil, e Minas Gerais, com 5,5 mil postos fechados.

Entre os fatores que pressionam o comércio estão o endividamento das famílias, juros elevados, redução da capacidade de consumo e mudanças nos hábitos dos consumidores. No Rio Grande do Sul, o endividamento ligado ao setor rural também pesa especialmente sobre o comércio das cidades do Interior.

A Federação Varejista do Rio Grande do Sul também aponta a inadimplência e o comprometimento da renda das famílias como obstáculos à recuperação do comércio. Segundo a entidade, o número de consumidores inadimplentes no Estado cresceu 1,42% no acumulado do primeiro semestre, enquanto o valor médio das dívidas passou de R$ 5.264,13 em janeiro para R$ 5.596,36 em junho.

Para o segundo semestre, a avaliação da Federação Varejista é de cautela. Mesmo com datas tradicionalmente fortes para o comércio, como Black Friday e Natal, a entidade não projeta crescimento real do setor em 2026. A expectativa é de que as vendas, no máximo, acompanhem a inflação e o ano termine próximo da estabilidade.

Fonte: SB News

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