A greve dos Correios, iniciada em 10 de setembro por conta de impasses na negociação do Acordo Coletivo, sobretudo em relação ao plano de saúde, chegou ao fim no dia 24 do mesmo mês. Após 15 dias de paralisação, o TST determinou o retorno dos trabalhadores às 22 horas do mesmo dia, com compensação dos dias parados, por entender que o movimento não foi abusivo. O acordo estabeleceu ainda um reajuste salarial de 4,09%.
Além de fixar o reajuste de 4,09% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e retroativo a 1º de agosto, o julgamento do Acordo Coletivo de Trabalho no Tribunal Superior do Trabalho assegurou a extensão desse mesmo percentual aos benefícios atrelados ao salário, como vale-refeição e bolsa-creche. O tribunal rejeitou o pedido da estatal de aplicar multa de R$100 mil às entidades sindicais e confirmou a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Relacionado ao plano de saúde, o principal impasse da campanha salarial, foi decidido que a empresa deixará de ser a garantidora exclusiva do benefício, mas manteve as regras vigentes até que um modelo alternativo seja estabelecido.
A deliberação judicial vem em um momento de pressão operacional, visto que a empresa chegou a reportar ao TST entraves na rede de atendimento e distribuição por insuficiência de pessoal. Sem o desconto dos salários pelos dias parados, a categoria realizará a reposição das horas não trabalhadas. Agora, com o término do movimento grevista, a direção dos Correios busca a consolidação de um empréstimo de R$7 bilhões garantido pela União para equilibrar o caixa.
Enquanto a operação postal é normalizada, a greve dos bancários da Caixa Econômica Federal prossegue por tempo indeterminado após 14 dias. Sem consenso nas rodadas sobre o custeio do plano Saúde Caixa, a instituição acionou o TST por meio de dissídio coletivo. O Comando Nacional rejeita a medida e organiza manifestações, em cenário diferente do setor privado, onde trabalhadores aprovaram proposta com a Fenaban.
Fonte: G1 | Com informações do UOL e O Globo


















