Investigada por suspeita de desvios na saúde, mulher é alvo de nova investigação em Jaguari

PUBLICIDADE

WhatsApp Image 2025-01-16 at 10.30.38
Foto: Reprodução

Maíne Baccin, que já havia sido investigada em operação da Polícia Federal envolvendo recursos públicos da saúde, é apontada em uma suposta armação para incriminar o ex-marido com drogas e arma de fogo.

Maíne Guerra Baccin, investigada anteriormente em uma operação da Polícia Federal que apurou suspeitas de desvios de recursos públicos destinados à saúde, voltou a aparecer em uma investigação policial em Jaguari, na Região Central do Rio Grande do Sul. Desta vez, ela é apontada pela Polícia Civil como uma das suspeitas de participar de um plano para incriminar o ex-marido, o empresário Lawrence Fiorin Martini, em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho do casal.

O caso teve início em 12 de julho de 2026, quando a Brigada Militar recebeu aproximadamente 19 ligações denunciando uma suposta situação de violência doméstica em uma residência de Jaguari. Os telefonemas também informavam que havia uma arma de fogo escondida no pátio do imóvel.

Durante a averiguação, os policiais encontraram uma bolsa contendo um revólver calibre .32 com numeração suprimida, munições de diferentes calibres, cerca de 75 gramas de cocaína e 49 gramas de maconha. O empresário e sua atual companheira foram presos em flagrante.

Entretanto, as circunstâncias da ocorrência levantaram suspeitas. O casal negou envolvimento com o material apreendido e afirmou desconhecer a origem das drogas e da arma, indicando a possibilidade de que os objetos tivessem sido colocados no local por terceiros.

Câmeras e ligações revelaram indícios de uma armação

A Polícia Civil iniciou uma investigação para esclarecer o episódio. Imagens de câmeras de segurança mostraram um veículo circulando repetidamente nas proximidades da residência antes da chegada da Brigada Militar.

Por volta das 22h18min, uma pessoa com o rosto aparentemente encoberto foi registrada se aproximando do imóvel com um volume sob a roupa. Os investigadores suspeitam que esse tenha sido o momento em que o material ilícito foi colocado no pátio.

A partir da análise de imagens, registros de pedágios e dados telefônicos, a polícia identificou que um veículo alugado havia saído da Região Metropolitana de Porto Alegre, seguido até Jaguari e retornado durante a madrugada.

Outro elemento que chamou a atenção foi a origem das denúncias. As 19 ligações realizadas ao telefone 190 partiram de apenas duas linhas telefônicas, habilitadas no mesmo dia e registradas em nome de terceiros.

Disputa pela guarda do filho seria a motivação

Conforme a investigação, a suposta armação teria sido planejada para prejudicar Lawrence Fiorin Martini em um processo judicial envolvendo a guarda de uma criança.

A Polícia Civil aponta que Maíne Guerra Baccin teria participado do planejamento, enquanto um advogado teria prestado apoio logístico. Outros dois investigados, entre eles uma policial militar, são suspeitos de executar a ação.

A hipótese investigada é de que o grupo pretendia provocar a prisão do empresário por crimes que ele não teria cometido, criando uma situação que pudesse influenciar a disputa judicial.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos quatro investigados pelo prazo de 30 dias. Na manhã desta quinta-feira (8), uma operação resultou na prisão de três suspeitos, conforme informações divulgadas pela imprensa regional.

Maíne já havia sido investigada por suspeitas de desvios na saúde

O nome de Maíne Baccin também aparece em outra investigação de repercussão regional, relacionada ao Hospital de Caridade de Jaguari.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Paralelo Cinco, destinada a investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos da saúde envolvendo o Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI), responsável pela gestão do hospital de Jaguari, e outras estruturas hospitalares.

Segundo informações divulgadas na época, os hospitais de Jaguari, no Rio Grande do Sul, e de Embu das Artes, em São Paulo, receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos entre 2022 e agosto de 2025.

A investigação identificou suspeitas relacionadas à utilização de empresas de fachada, emissão de notas fiscais consideradas inidôneas e movimentações financeiras sem aparente relação com os serviços contratados.

Durante a operação, Humberto Silva Baccin, apontado como companheiro de Maíne, foi preso pela Polícia Federal em Cuiabá, no Mato Grosso. Ele figurava entre os principais investigados no caso.

O nome de Maíne também consta em registros judiciais posteriores relacionados à Operação Paralelo Cinco.

Investigações são distintas

Apesar de Maíne aparecer nas duas apurações, os procedimentos investigam fatos diferentes. A operação da Polícia Federal trata de suspeitas envolvendo recursos públicos da saúde, enquanto a investigação conduzida pela Polícia Civil de Jaguari busca esclarecer a possível participação de um grupo na tentativa de incriminar o empresário.

A participação dos investigados e as respectivas responsabilidades criminais ainda dependem da conclusão das investigações e da análise da Justiça. A condição de investigado não representa condenação.

Conforme informações divulgadas nesta quinta-feira, a defesa de Maíne informou que ainda estava tomando conhecimento das acusações relacionadas ao novo caso.

Fonte: Site SB News | Com informações do portal G+ e da Polícia Civil de Jaguari.

Mais recentes

PUBLICIDADE

WhatsApp Image 2025-01-16 at 10.30.38
Rolar para cima