O Banco Master teria utilizado dois terrenos em Porto Alegre do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como lastro para uma empresa captar R$ 330 milhões. A informação, inicialmente divulgada pelo jornal O Globo, foi repercutida nesta quarta-feira pelo site Uol.
A constatação está presente na apuração feita pelo Ministério Público Federal (MPF). As investigações colocam o uso do Fundo City 02, do qual o Master era cotista individual para conceder empréstimos e repassar valores a gestora de investimentos Reag, empresa liquidada pelo Banco Central.
De acordo com o MPF, a operação começava a partir da emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários. Os títulos relacionados a créditos imobiliários seriam utilizados em parcelas de financiamentos ou em aluguéis futuros. A intenção aqui seria antecipar recursos.
Conforme a investigação, a emissão em nome dos terrenos de Ronaldinho ocorreu em agosto de 2023. Os locais serviriam para emitir créditos para a S&J Consultoria. A operação teria sido executada pela Base Securitizadora.
Os advogados de Ronaldinho negam irregularidade nos imóveis. A defesa alega que houve negociações com outras duas empresas. As conversas, porém, nunca avançaram pela ausência de licenças ambientais e pendências de IPTU.
Fonte: Correio do Povo

















