A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) a investigação sobre a morte do cachorro comunitário Orelha e sobre maus-tratos praticados contra o cachorro Caramelo, ambos na Praia Brava, em Florianópolis.
Na investigação, a polícia apontou um adolescente como o suposto agressor do Orelha e pediu a internação dele. Outros quatro adolescentes foram representados pela tentativa de afogamento do Caramelo. Três adultos já haviam sido indiciados neste caso por coação contra uma testemunha.
“Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, oito adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens”, esclareceu a polícia.
Segundo a Polícia Civil, foi possível determinar a autoria das agressões cometidas contra Orelha com o auxílio de um software francês, que mapeou a localização do suspeito durante o ataque ao animal.
Em depoimento, o adolescente teria afirmado que estava dentro do condomínio no momento do ataque, mas imagens de monitoramento comprovaram que ele não estava no local.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).
Morte do cãozinho Orelha
Orelha tinha 10 anos e era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, na capital catarinense. Alimentado diariamente e cuidado de forma espontânea pela comunidade, ele circulava livremente pelo bairro e dividia o espaço com outros cães comunitários, que contavam com casinhas improvisadas e atenção de quem vive ou trabalha na região.
Neste mês, ele foi encontrado machucado, agonizando, e morreu durante um atendimento veterinário que buscava reverter o quadro clínico provocado pelas agressões.
A morte do cachorro provocou protestos em todo o Brasil e forte repercussão nas redes sociais.
Fonte: GZH

















