Corregedor sugere suspensão de mandato de Marcel van Hattem por ocupar plenário da Câmara

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Foto: TV Câmara / Reprodução

A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou nesta sexta-feira (19) a suspensão do mandato de Marcel van Hattem (Novo) por ações realizadas durante ocupação do plenário da Casa no início do mês passado. A informação foi confirmada pelo corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), a Zero Hora.

A análise recomendou também a suspensão dos mandados dos deputados Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS). O trio teria realizado, durante o motim, comportamentos “considerados mais graves”, segundo o parecer do corregedor. Entenda os motivos:

  • Marcel van Hattem (Novo-RS): recomendação de suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso à cadeira da Presidência. 
  • Zé Trovão (PL-SC): recomendação de suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso à cadeira da Presidência. 
  • Marcos Pollon (PL-MS): recomendação de suspensão de mandato por 90 dias por declarações consideradas difamatórias contra a presidência da Câmara. Também foi encaminhada a recomendação de suspensão por 30 dias pela obstrução à cadeira da Presidência.

Além das suspensões, a corregedoria sugeriu censura escrita para todos os 14 deputados que participaram da ocupação:

  1. Marcos Pollon (PL-MS)
  2. Marcel van Hattem (Novo-RS)
  3. Zé Trovão (PL-SC)
  4. Allan Garcês (PP-MA)
  5. Bia Kicis (PL-DF)
  6. Carlos Jordy (PL-RJ)
  7. Caroline de Toni (PL-SC)
  8. Domingos Sávio (PL-MG)
  9. Julia Zanatta (PL-SC)
  10. Nikolas Ferreira (PL-MG)
  11. Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  12. Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
  13. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  14. Zucco (PL-RS)

A aplicação da censura escrita cabe à Mesa Diretora, enquanto os pedidos de suspensão dependem de análise no Conselho de Ética e decisão do Plenário da Câmara.

Análise finalizada antes do prazo

Segundo o corregedor Diego Coronel, o relatório foi concluído em 22 dias úteis, menos da metade do prazo regimental de 45 dias. O trabalho técnico envolveu análise de documentos, imagens e das defesas apresentadas pelos deputados.

Ele destacou que o relatório foi montado de forma “imparcial”:

“O papel da Corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade”, afirmou o corregedor.

Relembre o caso

No início de agosto, deputados de oposição ao governo Lula (PT) ocuparam a Mesa Diretora do plenário da Câmara em protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Ao chegar no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, impedido por alguns parlamentares, como os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). Os parlamentares pernoitaram no local, inviabilizando os trabalhos legislativos

No dia 6 de agosto, por volta das 22h30min, Hugo Motta abriu a sessão plenária após um longo período de obstrução. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa.

Ao todo, 14 deputados do PL, PP e Novo foram alvo das representações analisadas pela Corregedoria.

Contraponto

Em seu perfil no Instagram, Marcel van Hattem afirmou que não recebeu nenhuma notificação, mas caso a recomendação seja confirmada, a recebe com ” indignação e até mesmo incredulidade”. 

O parlamentar também afirmou estar convicto de que a proposta será negada pela Comissão de Ética. Em vídeo, ele ainda argumenta que a obstrução é coberta pela imunidade parlamentar.

Fonte: GZH 

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