Companhia acompanha sistemas de abastecimento e esgotamento em 317 municípios do RS e afirma ter investido mais de R$ 100 milhões em tecnologia
Diante do aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, a Corsan ampliou o monitoramento das estruturas que integram os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos 317 municípios atendidos pela companhia. Mais de 5 mil estruturas são acompanhadas, entre estações de tratamento, poços profundos, captações, reservatórios, estações de bombeamento e 112 barragens incorporadas à concessão.
O trabalho combina inspeções realizadas em campo com sistemas de telemetria, automação e acompanhamento durante 24 horas pelo Centro de Operações Integradas (COI). Segundo a Corsan, mais de R$ 100 milhões foram investidos em tecnologias aplicadas a poços, estações de bombeamento de água e esgoto, reservatórios, medidores de vazão e pontos de pressão.
A necessidade de ampliar a prevenção ganhou importância após as enchentes de 2024. Conforme a companhia, os episódios extremos mostraram que, além da expansão da infraestrutura de saneamento, os sistemas precisam estar preparados para resistir e responder a situações provocadas por grandes volumes de chuva e outros fenômenos severos.
Um dos casos recentes ocorreu na Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos. Após fortes chuvas, equipes identificaram fissuras na estrutura e acionaram o Plano de Ação de Emergência. Foram realizados monitoramento da barragem e do terreno, drenagem controlada, avaliações técnicas e reparos, além de ajustes no sistema de abastecimento.
De acordo com a Corsan, em quatro dias foi possível dimensionar o problema, realizar os ajustes necessários e permitir que as famílias que estavam no entorno retornassem para suas casas em segurança.
“São Marcos mostrou a importância de conhecer nossas estruturas e estar preparado para agir. Não podemos controlar a intensidade dos eventos climáticos, mas podemos monitorar, antecipar cenários, mobilizar recursos e responder com rapidez”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.
No Centro de Operações Integradas, informações como pressão, vazão e funcionamento de equipamentos são acompanhadas continuamente. Os dados auxiliam na identificação de alterações nos sistemas e permitem orientar intervenções e reduzir o tempo de resposta das equipes em situações consideradas críticas.
Para a Corsan, a adaptação à nova realidade climática deverá ocorrer paralelamente aos investimentos destinados à universalização dos serviços de saneamento no Rio Grande do Sul. A estratégia combina acompanhamento em tempo real, inspeções presenciais e avaliações técnicas para aumentar a capacidade de prevenção e resposta.
Fonte: SB News

















