A defesa da arquiteta Karine Blak da Silva, de 31 anos, e do empresário Douglas Julio Alves Martik, de 33, presos preventivamente em São Borja, na Fronteira Oeste, suspeitos de envolvimento em um esquema milionário de estelionato na construção civil em Chapecó (SC), afirmou que os investigados são inocentes. Em nota, os advogados sustentam que as dificuldades enfrentadas pela empresa estariam relacionadas a atrasos em repasses de verbas do programa Minha Casa Minha Vida, o que teria impactado o andamento das obras. A defesa também afirma que parte significativa dos empreendimentos ultrapassava 60% de execução e que a empresa sempre teve credibilidade no mercado.
Ainda conforme a manifestação, a vinda do casal para São Borja ocorreu por motivos familiares, e não com intenção de fuga. Os advogados destacam que mais detalhes serão apresentados no decorrer da instrução criminal. O casal permanece preso e deve passar por audiência de custódia, quando a Justiça vai decidir se a prisão será mantida ou não.
Entenda o caso
Karine e Douglas foram presos na quarta-feira (8), em São Borja, após investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil gaúcha. Eles eram considerados foragidos desde setembro de 2025 e foram localizados na zona rural do município, cidade natal do empresário.
Segundo a investigação, o casal fundou uma empresa de arquitetura e engenharia em Chapecó em 2022 e passou a oferecer construções de alto padrão. Conforme a polícia, o esquema consistia na captação simultânea de vários clientes e no início de diversas obras ao mesmo tempo, que acabavam não sendo concluídas. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 14 milhões.
A Polícia Civil aponta que, na maioria dos casos, menos de 15% das obras foram entregues, além do uso de materiais inferiores aos previstos em contrato. Há relatos de clientes que pagaram valores elevados e ficaram com construções inacabadas ou abandonadas, além de cobranças feitas por fornecedores e prestadores de serviço que não teriam sido pagos pela empresa.
As vítimas incluem médicos, servidores públicos, engenheiros e empresários. Em um dos casos, uma cliente teria pago cerca de R$ 1,9 milhão por uma obra que foi abandonada. Em outro, um casal entregou um imóvel como parte do pagamento e viu a construção ser interrompida com cerca de 40% de execução.
A investigação também apura possível lavagem de dinheiro, já que não foram localizados bens em nome dos investigados, apesar do faturamento milionário apontado. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, cartões de crédito e equipamentos eletrônicos.
O inquérito policial segue em andamento e deve ser concluído nos próximos dias.
Fonte: Site Sb News | Com informações do Jornal Razão


















