Déficit na Polícia Civil: efetivo inferior a 5,5 mil agentes no Rio Grande do Sul

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Foto: Camila Cunha

A Polícia Civil tem pouco mais de 5,4 mil agentes em atuação no Rio Grande do Sul. O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadore s (Ugeirm) aponta que essa realidade é deficitária, estimando necessidade de aproximadamente 9,5 mil profissionais como garantia de segurança aos gaúchos, quase o dobro das equipes em atividade. Já a instituição, em nota, confirma o número do efetivo atual, mas enfatiza trabalhar na recomposição dos quadros e que suas fileiras permanecem em expansão desde 2019.

Para o vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro, as 360 vagas do concurso de janeiro são insuficientes, sendo o aumento de convocações uma forma de mitigar a falta de efetivo.

“Aumentar o número de convocados não geraria custo imediato ao Estado. Além disso, com um cadastro mais amplo de aprovados, facilitaria nomeações, aumentando a quantidade de policiais civis em serviço”, avalia Fábio Castro.

Castro adiciona que o déficit é agravado por vacância de 1,3 mil vagas na Polícia Civil, registrada entre 2019 e o ano passado. Tal êxodo seria consequência de aposentadorias e exonerações, impactando o trabalho investigativo em território gaúcho, segundo o vice-presidente do Ugeirm.

“Mais de 80 municípios no RS contam com apenas um servidor da Polícia Civil. São cidades onde a delegacia precisa ser fechada temporariamente quando o policial está em diligências. Isto interrompe o atendimento ao público e prejudica investigações”, lamenta Castro.

Ainda conforme o vice-presidente do Ugeirm, mais de 60% dos alunos no curso de formação da Polícia Civil não são nomeados aos cargos, por conta de desistências, reprovações e da migração de candidatos a outros estados. “As pessoas buscam concursos mais atrativos, como em Santa Catarina, onde há convocação de maior número de inscritos, ampliando a possibilidade de reposição de efetivo ao longo do certame”, pontua.

Castro também alerta que a falta de policiais civis dificulta o combate aos feminicídios. “Apenas 22 dos 497 municípios gaúchos possuem delegacias especializadas no atendimento às mulheres”, diz ele.

A Secretaria da Segurança Pública foi contatada na última sexta-feira, pelas 11h05min, quando informou que avaliaria o envio de comunicado sobre o assunto. O espaço permanece aberto para manifestações da pasta. Em nota, a Polícia Civil destacou que há previsão de mais 720 vagas de escrivão e inspetor, além de outras 30 para delegados, nos concursos em andamento.

O que diz a Polícia Civil

A Polícia Civil segue trabalhando para a permanente recomposição do efetivo. Em 2018 o efetivo era de 4.976 e em janeiro de 2026 era 5.450. Neste governo, desde o ano de 2019, houve o ingresso de 1.890 policiais, entre delegados e agentes. Ainda, estão em andamento concursos públicos, um com previsão de 720 vagas, inicialmente, para os cargos de escrivão e inspetor de polícia, e outro para o cargo de delegado de polícia, com 30 vagas imediatas, pelo menos.

Fonte: Correio do povo

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