Em um desabafo pelas redes sociais, a coordenadora da ONG Girassol Amigos da Diversidade e Conselheira Estadual LGBT, Lins Roballo, manifestou sua indignação com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul após o cancelamento forçado do Arrastão Colorido, que deveria ter ocorrido no último sábado (14/02), em São Borja. O evento que ocorre há quatro anos na Avenida do Samba, foi cancelado devido à ausência do trio elétrico, que estava previsto via edital do Governo.
A mobilização para o evento era completa. A ONG Girassol Amigos da Diversidade, Ponto de Cultura da cidade, havia preparado abadás, copos, doces e geladinhos para o público. A estrutura de segurança e logística, envolvendo a Brigada Militar e agentes de trânsito, estava a postos, além da contratação de dois DJs.
Entretanto, o elemento central da festa, o trio elétrico, não apareceu no horário combinado. Segundo a coordenadora da ONG e Conselheira Estadual LGBT, o veículo chegou a São Borja apenas às 22h30, horário que inviabilizou a execução da ação cultural.

Acusações de descaso estatal
Em manifestação pública realizada hoje (20), Lins classificou o episódio como um “descaso completo” por parte do Governo do Estado. O Arrastão Colorido é uma das ações contempladas pelo edital RS da Diversidade, que atende 11 municípios gaúchos.
“Iremos cobrar do Estado”, afirmou Lins, destacando o silêncio dos gestores responsáveis.
A crítica da coordenadora direciona-se especificamente a Fábio Rosa e Glória Crystal, gestores dos editais de diversidade. Segundo Roballo, Fábio havia se comprometido a enviar um vídeo explicativo com um posicionamento oficial, o que não ocorreu até o momento. Já Glória Crystal não emitiu nota de apoio ou qualquer justificativa sobre a falha na entrega do serviço contratado pelo Estado.
Diante da gravidade dos fatos, Lins Roballo protocolou um requerimento oficial direcionado ao Secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado, Fabrício Peruchin, exigindo o detalhamento das falhas contratuais. O documento solicita informações precisas sobre a empresa licitada, que descumpriu as cláusulas de horários e logística previstas no edital. Segundo a coordenadora da Girassol, “Iremos cobrar judicialmente”, afirmou Lins, reforçando que houve prejuízo direto a um movimento social que atende a comunidade LGBT+ de São Borja e que a empresa responsável pela execução do serviço precisa ser responsabilizada.
Histórico e mobilização social
A ONG Girassol possui um histórico consolidado na captação de recursos públicos, com participações em editais das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Para 2026, a expectativa era a consolidação do movimento social na Avenida do Samba, que além do caráter festivo, atua na visibilidade e garantia de direitos da comunidade LGBT+ local.
Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) não havia se manifestado formalmente sobre o atraso do caminhão e as falhas na execução do edital RS da Diversidade em São Borja.
Fonte: Site SB News

















