Uma imagem registrada em Porto Alegre voltou a evidenciar a realidade enfrentada por quem depende do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No registro, uma mulher aparece sentada em uma cadeira de rodas, recebendo soro enquanto aguarda atendimento em uma agência, ainda durante a madrugada. A cena simboliza a rotina de idosos, pessoas doentes e cidadãos em situação de vulnerabilidade que enfrentam longas filas para acessar serviços básicos.
A partir desta quarta-feira (28), a situação se agrava: as agências do INSS permanecerão fechadas por três dias para a realização de “melhorias no sistema”, conforme informou o órgão. A paralisação amplia as críticas diante do impacto direto sobre a população que depende do atendimento presencial para garantir benefícios essenciais.
Para avaliar se a medida é tecnicamente justificável, a reportagem ouviu o especialista em tecnologia Ronaldo Prass. Segundo ele, o fechamento total das unidades reflete falhas de planejamento na gestão de sistemas públicos. Apesar do elevado volume de dados e da complexidade da estrutura do INSS, Prass afirma que a interrupção prolongada não se sustenta do ponto de vista técnico.
De acordo com o especialista, manutenções críticas deveriam ocorrer fora do horário comercial, preferencialmente em finais de semana, justamente para evitar prejuízos à população. Ele ressalta que, em ambientes corporativos e financeiros, paralisações prolongadas são consideradas inaceitáveis, já que existem estratégias técnicas capazes de mitigar riscos, como atualizações escalonadas e sistemas redundantes.
Enquanto isso, na prática, quem arca com as consequências são os próprios cidadãos, que madrugam em filas, enfrentam condições precárias de espera e agora encontram as portas fechadas. Para quem depende do INSS para sobreviver, três dias sem atendimento representam mais do que um transtorno e evidenciam problemas recorrentes na gestão do serviço público.
Fonte: Site SB News | Com informações do Giovanni Grizotti

















