Militares do Exército Brasileiro receberam “recados” da Guarda Nacional Bolivariana para orientarem os jornalistas que estão cobrindo a crise na fronteira a não tentarem entrar no país, sob pena de serem detidos.
Até domingo (4), era possível caminhar alguns passos além do marco fronteiriço, já em território venezuelano, para fotografar a chegada de refugiados ou captar imagens das bandeiras dos dois países. Sequer havia presença de militares venezuelanos ali.
O marco de fronteira fica a cerca de 800 metros do posto de aduana.
Desde segunda-feira (5), um efetivo de cinco a 10 guardas bolivarianos passou a montar guarda mais próximo do local, a poucos metros da barreira onde os brasileiros fiscalizam a entrada de veículos.
No “recado”, os venezuelanos citaram as detenções de jornalistas ocorridas especialmente na fronteira com a Colômbia. Há detenções também em Caracas, segundo denúncia do Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP). Pelo menos 14 foram detidos enquanto cobriam a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina.
Outro recado foi dado pelos venezuelanos aos brasileiros: drones da imprensa que eventualmente passarem para o outro lado da fronteira serão abatidos com tiros.
Fonte: GZH
















