Ao menos sete jornalistas foram presos por autoridades chavistas nas proximidades da Assembleia Nacional da Venezuela, nesta segunda-feira, 5 de janeiro, em mais um episódio que reforça as denúncias de repressão à imprensa sob a ditadura no país. A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) e confirmada por fontes em Caracas, que preferiram não se identificar.
De acordo com o sindicato, três profissionais já foram libertados, enquanto os demais seguem detidos. As prisões ocorreram durante a posse de Delcy Rodríguez, vice do ditador Nicolás Maduro, que assumiu o comando do país após a captura de Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos, anunciada oficialmente por autoridades norte-americanas nos últimos dias.
Em comunicado, o SNTP informou que os jornalistas foram detidos sob a justificativa de terem desrespeitado uma proibição imposta pelo regime, que veta transmissões ao vivo, gravações e registros fotográficos da sessão de abertura da Assembleia Nacional da Venezuela e da cerimônia de posse da nova chefe do Executivo.
Até o momento, o governo venezuelano não se pronunciou oficialmente sobre as detenções nem apresentou esclarecimentos detalhados sobre os motivos das prisões.
Ainda nesta segunda-feira, o SNTP voltou a exigir a libertação de 23 profissionais de imprensa detidos de forma arbitrária em diferentes regiões do país, além do desbloqueio de mais de 60 veículos de comunicação censurados na internet pelo regime chavista nos últimos anos. A entidade também cobra garantias mínimas de segurança e liberdade para que jornalistas possam exercer a profissão em meio à crise institucional que se aprofundou após a queda de Nicolás Maduro.
Fonte: Site SB News | Com informações do Metrópoles
















