Justiça decreta prisão preventiva de suspeito do desaparecimento de família em Cachoeirinha

PUBLICIDADE

WhatsApp Image 2025-01-16 at 10.30.38
Foto : Renan Mattos / Agencia RBS

A Justiça deferiu a prisão preventiva de Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, principal suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha. O pedido foi feito pela Polícia Civil na segunda-feira (6) e aceito pelo Judiciário na noite de quarta-feira (8).

Cristiano está preso desde 10 de fevereiro no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre. A prisão, até agora, era temporária, e chegou a ser prorrogada, mas o prazo encerraria no fim desta semana.

Ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, o investigado é policial militar, mas está afastado das funções. Silvana, 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, teriam ido procurá-la e não foram mais vistos.

A Polícia Civil trata os desaparecimentos como crime e diz já ter elementos para indiciar Cristiano por feminicídio (de Silvana), duplo homicídio (Isail e Dalmira), além de ocultação de cadáver.

O delegado responsável pelo caso, Anderson Spier, afirma que a investigação sobre o caso está na fase final:

— Pretendemos encerrar o inquérito no dia 16 de abril e enviar (à Justiça). É o nosso cronograma, mas o nosso prazo acaba dia 20.

Procurado pela reportagem de Zero Hora, o advogado Jeverson Barcellos, responsável pela defesa do suspeito, disse que ainda não teve acesso à decisão que determinou a prisão preventiva e, por isso, preferiu não comentar.

Na segunda, Cristiano foi intimado a prestar depoimento, mas ficou em silêncio. O advogado afirmou à reportagem que esta postura é um direito do investigado, enquanto a defesa toma ciência das informações do inquérito.

Outros investigados

Outras três pessoas estão sendo investigadas por supostamente tentarem atrapalhar as investigações. Conforme a polícia, eles não são suspeitos de envolvimento nos desaparecimentos.

Segundo o delegado Spier, uma pessoa é suspeita de fraude processual, por supostamente ter apagado dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem (espaço de armazenamento online).

Outra pessoa, que também responde por fraude processual, ainda teria deletado imagens de câmeras da casa onde moram Cristiano e a mãe dele.

Já a terceira pessoa é investigada por falso testemunho. Segundo o delegado, ele teria mentido em depoimento para dar falsos álibis ao principal suspeito.

Fonte: GZH

Mais recentes

PUBLICIDADE

WhatsApp Image 2025-12-08 at 12.04.19
Rolar para cima