Justiça determina que Corsan suspenda novas obras e repare vias em Cruz Alta

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Foto: Reprodução RBS TV / Divulgação

A Justiça determinou que a Corsan suspenda o início de novas obras em Cruz Alta, no noroeste do Estado, e faça correções em trechos de ruas alterados durante intervenções anteriores. A decisão foi concedida após ação movida pela prefeitura, que apontou problemas causados pela companhia.

Moradores relatam dificuldades nas vias afetadas. O aposentado Valmor Massuquini, que mora no bairro São Jorge há 37 anos, afirma que os buracos deixados após as obras têm causado prejuízos.

Foto: Reprodução RBS TV / Divulgação

— Essa Corsan mandou fazer esses esgotos aí, e estão esses buracos. Arrebentei todos os engates da minha caminhonete saindo da garagem — disse Massuquini. Segundo ele, “no chão é pura pedra, e deixam os buracos abertos”.

Outra moradora, Vera Lúcia Vieira Ribeiro, também aposentada, relata que os reparos não têm sido suficientes:

— Eles vêm aqui, arrumam, arrumam, aí vem chuva e leva tudo lá pra baixo de novo. Eles vêm pra arrumar e fica tudo na mesma coisa.

A prefeitura mantém contrato com a Corsan, que é responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto, enquanto o município fiscaliza os serviços. O procurador-geral adjunto de Cruz Alta, Pablo Rodolfo Nascimento Homercher, afirma que os problemas começaram a ser identificados no ano passado.

— A partir de agosto do ano passado iniciaram-se obras de esgotamento sanitário no município, e o município iniciou a fiscalização e constatou que as obras de recomposição, tanto da pavimentação asfáltica quanto do calçamento com pedra basalto, não estavam de acordo com o previsto no contrato. A recomposição tem que ser realizada com material e qualidade igual ou superior ao que existia — disse Homercher.

Moradores também relatam impactos no trânsito. O aposentado Ademar Lopes Goulart afirmou:

— Um dia, essas pedras que estão ali, a água levou. Trancou ali, os carros passam meio por cima. Eu tirei pra abrir o trânsito. Trancou de pedra que vem aí. Coisa muito séria isso.

Segundo o município, a Corsan foi notificada pelo menos oito vezes antes do ingresso na Justiça. A liminar determina correções em pontos considerados emergenciais, que devem ser concluídas em cinco dias a partir desta segunda-feira (2). Um dos locais mais críticos fica no bairro São José, onde o asfalto cedeu após intervenções.

Além de suspender novas frentes de trabalho, a decisão obriga a Corsan a apresentar, em até 15 dias, um plano de readequação das obras já executadas, além de detalhes sobre novos projetos e materiais que serão utilizados. O descumprimento implica multa diária de R$ 20 mil.

A Corsan/Aegea informou, por nota, que já havia adotado medidas para reparar os trechos apontados pelo município, que vai avaliar a decisão e cumprir o que for determinado pela Justiça. A companhia afirmou ainda que o projeto de expansão do esgotamento sanitário em Cruz Alta prevê investimento superior a R$ 16 milhões e destacou a importância das obras para a melhoria dos índices de saneamento no Estado.

Fonte: GZH

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