A disputa pelo Palácio Piratini ganhou novos contornos nesta semana após o senador Luis Carlos Heinze anunciar que o Progressistas deve recuar da pré-candidatura própria ao governo do Estado para compor uma aliança majoritária com o deputado federal Luciano Zucco. A articulação altera o cenário interno do partido e aproxima PP e PL em torno de um projeto comum para as eleições no Rio Grande do Sul.
Até então, o nome defendido como cabeça de chapa era o do deputado estadual Ernani Polo. Com a mudança de estratégia, Heinze indicou disposição para concorrer como vice-governador na eventual chapa encabeçada por Zucco, abrindo mão de uma possível tentativa de reeleição ao Senado ou de outro projeto legislativo.
A movimentação tem como objetivo unificar o campo conservador no Estado, evitando a dispersão de votos entre Progressistas e PL. A construção também está alinhada à estratégia nacional do PL, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, que busca fortalecer palanques regionais identificados com o bolsonarismo.
Nos bastidores, a decisão acelera o processo de coligação entre as duas siglas, mas expõe divergências internas. O grupo ligado ao presidente estadual do PP, Covatti Filho, já vinha avançando nas tratativas com os liberais. Por outro lado, aliados de Ernani Polo defendiam a manutenção de candidatura própria, o que gerou tensão no diretório estadual.
A cúpula do Progressistas deve se reunir nos próximos dias para formalizar a retirada da pré-candidatura própria e definir os detalhes técnicos da aliança com o PL.
Fonte: Site SB News | Com informações Portal Gaúcho de Noticias

















