Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva comunicou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula jantou com Alcolumbre na segunda-feira (20), no Palácio da Alvorada. Apesar da sinalização, o petista ainda não confirmou a indicação.
Lula quis ter a conversa com o senador antes de sua viagem para a Ásia. Ele embarcou nesta terça-feira (21) pela manhã e só retornará no próximo dia 28.
Não há prazo para que Lula faça a indicação ao STF, mas ministros confirmaram ao Estadão que ele pretende anunciar a escolha quando retornar ao Brasil.
Debate de nomes
Alcolumbre avalia que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seria um nome mais forte para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF, na semana passada. Além disso, teria mais trânsito no Congresso.
Aliados de Lula observam, no entanto, que ele não parece disposto a voltar atrás em sua decisão. O petista confia muito em Messias, de quem se aproximou neste terceiro mandato. Mesmo assim, por uma questão de deferência, vai conversar com Pacheco.
No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente afirmam, por sua vez, que Alcolumbre está bem contemplado. Mantém seus indicados em ministérios importantes, como Comunicações e Integração e Desenvolvimento Regional, entre outros cargos.
Lula prefere que Pacheco dispute o governo de Minas Gerais, mesmo porque precisa de um palanque forte para sua campanha por um novo mandato no Estado, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O problema, porém, é que o PSD de Pacheco vai filiar no próximo dia 27 o vice-governador de Minas, Mateus Simões, justamente para que ele concorra à sucessão de Romeu Zema (Novo), no ano que vem.
A indicação de Lula para o STF ainda precisa passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e do plenário da Casa. Em 2021, no governo de Jair Bolsonaro, Alcolumbre, então presidente da CCJ, adiou por quase cinco meses a sabatina de André Mendonça no colegiado por não concordar com a escolha. Interlocutores do presidente dizem, porém, não acreditar que ele usará o mesmo método com Lula.
Fonte: GZH

















