Dois policiais são investigados sob suspeita de terem facilitado a saída de dois detentos para a prática de um assalto a uma agência do Pago Fácil, em Santo Tomé, na Argentina. A suspeita é de que, após o crime, os presos teriam retornado às celas. O caso envolve a Unidade Regional V da polícia e é apurado pela Justiça, pelo Ministério Público e por setores de investigação interna da corporação.
Segundo informações publicadas nesta sexta-feira (2) pelo portal argentino Urgente Santo Tomé, fontes ligadas à investigação apontam que diligências e buscas estariam sendo realizadas para esclarecer a possível participação dos dois policiais. Até o momento, não foram divulgados oficialmente detalhes sobre a situação dos agentes investigados.
A principal linha de investigação busca esclarecer se houve participação ou conivência de integrantes da polícia para permitir que dois detentos deixassem o local onde estavam presos, participassem do assalto e depois retornassem às respectivas celas. A suspeita ainda depende de confirmação por meio das provas reunidas durante a investigação.
O assalto
O crime investigado ocorreu durante a madrugada em Santo Tomé. Conforme o relato divulgado pelo portal argentino, três homens armados e encapuzados invadiram a residência dos proprietários da agência de pagamentos, que estavam viajando no momento do ataque.
Os criminosos teriam passado pelo muro e arrombado uma das portas. Dentro da residência, renderam um funcionário e exigiram as chaves do estabelecimento comercial, localizado na região central da cidade.
A vítima teria permanecido amarrada a uma cadeira por aproximadamente uma hora, sofrendo agressões e ameaças. Segundo o relato, em determinado momento os criminosos chegaram a utilizar uma esmerilhadeira para ameaçar cortar uma das mãos do funcionário caso ele não revelasse onde estavam as chaves.
Depois de conseguir uma das chaves, dois integrantes do grupo foram até a agência, enquanto o terceiro permaneceu na residência mantendo a vítima sob a mira de uma arma. Como não conseguiram acessar todas as dependências do estabelecimento, os criminosos teriam retornado à casa e exigido as demais chaves.
Após novas ameaças e agressões, eles conseguiram acessar os locais onde estava o dinheiro. Segundo estimativa dos proprietários divulgada pelo veículo argentino, o valor levado teria ultrapassado 5 milhões de pesos argentinos.
Depois do assalto, dois suspeitos fugiram em um automóvel de cor cinza, que estaria sendo periciado. O terceiro teria deixado o local utilizando a motocicleta do funcionário mantido refém.
A investigação busca agora esclarecer a dinâmica completa do crime, identificar todos os envolvidos e determinar se houve participação de integrantes da polícia na ação. Até a publicação das informações pelo portal argentino, não havia confirmação oficial sobre eventual responsabilização dos policiais investigados.
Fonte: Urgente Santo Tomé


















