A aplicação do concurso público da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), realizada neste domingo (1º), em Bagé, terminou com o registro de ao menos 20 boletins de ocorrência por candidatos que alegam irregularidades durante as provas. Diante da situação, advogados anunciaram a judicialização do caso.
As falhas teriam ocorrido durante a aplicação das provas para cargos técnico-administrativos em educação e são atribuídas ao Instituto Access, banca externa responsável pela organização do certame. Segundo os advogados Robledo Fagonde Pereira e Rodrigo Deamici Ferreira, que representam parte dos candidatos, os problemas foram concentrados principalmente no turno da manhã, quando ocorreram as provas para cargos de nível superior, como enfermeiros e engenheiros.
Candidatos ouvidos pelo portal Bagé 24 Horas relataram desorganização generalizada, incluindo a distribuição de provas de cargos diferentes em uma mesma sala, sem respeitar a inscrição individual. Há registros de candidatos inscritos para o cargo de Enfermeiro que receberam provas de Engenharia, além da entrega de cartões-resposta incompatíveis com a área de inscrição.
Ainda conforme os relatos, após a identificação dos erros, fiscais recolheram provas já iniciadas e redistribuíram os cadernos de forma considerada confusa, mantendo, em alguns casos, os mesmos cartões-resposta. A tentativa de correção teria provocado interrupções, barulho excessivo, discussões em sala e redução do tempo efetivo de prova, comprometendo o desempenho dos candidatos.
Os advogados afirmam que ao menos quatro turmas enfrentaram problemas semelhantes, o que indicaria uma falha sistêmica na aplicação, e não um episódio isolado. Para a defesa, os fatos configuram vício grave, com possível violação de princípios constitucionais como isonomia, legalidade, moralidade, impessoalidade e segurança jurídica.
Em nota, a Unipampa informou que tomou conhecimento das ocorrências em algumas salas e destacou que a responsabilidade pela aplicação das provas é do Instituto Access, contratado por meio de licitação. A universidade afirmou ainda que está em contato com a banca para apuração dos fatos e adoção das medidas necessárias, a fim de garantir que nenhum candidato seja prejudicado.
Diante da gravidade dos relatos e dos registros policiais, os advogados confirmaram que medidas administrativas e judiciais serão adotadas para resguardar os direitos dos candidatos e evitar prejuízos irreversíveis ao andamento do concurso.
Fonte: Site Sb News | Com informações do Fronteira 360 e Bagé24h

















