Russa prestes a dar à luz na Argentina ajuda a desmantelar rede de tráfico ligada à seita que viria ao Brasil; entenda

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Guilherme
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Foto: Reprodução/Policía Federal Argentina

Tudo começou no Hospital Zonal Doutor Ramón Carillo, na cidade de San Carlos de Bariloche, na província argentina de Río Negro, quando E.M., uma cidadã russa de 22 anos, descobriu quais procedimentos precisava seguir para ser internada e dar à luz. Ela estava acompanhada de duas compatriotas. O nervosismo e a hesitação das duas companheiras em responder perguntas levaram as autoridades médicas, suspeitando de um caso de tráfico humano, a registrar uma queixa. Isso levou a ações no último fim de semana e à prisão de 15 pessoas sob suspeita de pertencerem a uma “organização criminosa transnacional” sediada em Montenegro.

O fato foi relatado ao La Nacion por fontes qualificadas envolvidas na investigação, que participaram dos procedimentos realizados no Aeroporto de Bariloche e no Aeroporto Metropolitano Jorge Newbery, e que foram liderados por detetives da Polícia Federal Argentina (PFA) e da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA).

“Os detidos, a maioria deles cidadãos russos, tinham como destino a cidade de São Paulo, no Brasil. A investigação da PSA incluiu extenso trabalho de campo e análise de inteligência para identificar membros de uma organização suspeita de envolvimento em tráfico de pessoas e ligada a uma seita chamada Ashram Shambala”, disse o Ministério da Segurança Nacional em um comunicado à imprensa.

A investigação está sendo liderada pelo procurador-geral Fernando Arrigo, que chefia a Procuradoria-Geral da República de Bariloche.

“Nesta tarde, o promotor Arrigo, juntamente com os promotores assistentes Gustavo Revora e Tomás Labal, apresentarão o caso perante o juiz federal de garantias de Bariloche, Gustavo Zapata, no âmbito da audiência de formalização da investigação criminal, de caráter público, na qual apresentará a teoria do caso com base nos elementos que a investigação possui até o momento”, diz o site de notícias da Procuradoria Geral da República.

E.M. deu à luz um menino e está sob custódia policial. “A investigação começou devido à suspeita de um caso de tráfico de pessoas. As duas cidadãs russas que acompanhavam a jovem grávida, quando questionadas sobre as perguntas habituais sobre seu estado civil e onde moravam, ficaram extremamente nervosas e deixaram o hospital. Essa situação chamou a atenção do médico assistente, que registrou a queixa”, explicaram fontes policiais.

Após a denúncia, a Sede Descentralizada de Bariloche designou detetives da Divisão de Unidade Operacional Federal (DUOF), subordinada à Superintendência de Agências Federais da Polícia Federal, para realizarem “tarefas de vigilância discreta” quando a jovem grávida retornasse para dar à luz.

Quando a jovem foi internada para a cesárea, detetives da DUOF de Bariloche identificaram as duas acompanhantes, de 40 e 44 anos. Além disso, funcionários da Direção Nacional de Migração (DNM) determinaram que a permanência legal delas no país havia expirado.

As duas foram detidas para que fosse investigado se faziam parte de uma rede de tráfico ou estavam por trás do que é conhecido como “tour médico”. Pouco depois, outras duas mulheres russas apareceram para perguntar sobre a saúde da jovem e de seu bebê recém-nascido, mas também foram presas.

Maioria dos membros de rede criminosa que atuava na Argentina é de origem russa — Foto: Reprodução/Ministerio de Seguridad Nacional Argentina
Maioria dos membros de rede criminosa que atuava na Argentina é de origem russa — Foto: Reprodução/Ministerio de Seguridad Nacional Argentina

Poucos dias depois, as quatro mulheres foram libertadas da prisão. A investigação, liderada pelo promotor Arrigo, continuou na tentativa de descobrir a existência de uma suposta rede de tráfico.

“Em resposta à possível fuga de membros do que é considerada uma organização criminosa transnacional sediada em Montenegro, o promotor Arrigo, com o conhecimento do juiz Zapata, conforme previsto no Código de Processo Penal Federal para casos urgentes, ordenou uma série de prisões”, diz a Procuradoria.

As prisões ocorreram no Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, em Bariloche, e no Aeroporto Jorge Newbery.

“Na sexta-feira passada, na sala de embarque do Aeroporto de Bariloche, policiais notaram a presença de um grupo de cidadãos russos, composto por um homem e seis mulheres, todos apresentando sinais de desnutrição. Após ser identificado e preso, o homem, que se acredita ser o líder da organização e que havia sido condenado a 11 anos de prisão na Europa, tirou uma lâmina de barbear da carteira e tentou ferir o pescoço, mas foi impedido pelos policiais. Além disso, ao revistarem seus pertences, encontraram comprimidos em várias peças de bagagem que, quando submetidos a um reagente químico, testaram positivo para cloridrato de cocaína”, segundo informações do Ministério da Segurança Nacional.

Duas outras mulheres russas que chegaram em uma van foram detidas no estacionamento do aeroporto.

“Foi confirmado que todos os indivíduos haviam adquirido suas passagens pela mesma agência de viagens, compartilhando a mesma origem e destino, que era o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, Brasil. Eles também notaram que outros cidadãos russos haviam embarcado recentemente em voos para o Aeroparque Metropolitano, então uma operação foi iniciada para localizá-los”, declararam fontes do Ministério da Segurança Nacional.

Três homens russos e três mulheres de origem mexicana, brasileira e russa foram presos no Aeroporto Jorge Newbery. Fontes com acesso ao processo disseram que “tudo está sob investigação” e que o objetivo é determinar se as jovens trazidas para a Argentina foram abusadas sexualmente.

“Sabe-se que a característica da seita Ashram Shambala era a participação de suas vítimas em orgias e a submissão sexual aos líderes”, acrescentaram os informantes.

Fonte: O Globo

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