São Borja consolida posição como o centro da cavalaria militar do Brasil

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Foto: Kauan da Silva/Coudelaria de Rincão)

Ocupando uma extensão de 15.362 hectares do território de São Borja, área equivalente a cerca de 15 mil campos de futebol, a Coudelaria e Campo de Instrução de Rincão (CCIR) é hoje a única unidade do país dedicada exclusivamente à produção de equinos para o Exército Brasileiro. A propriedade representa aproximadamente 5% da área total do município e mantém um plantel de mil animais sob gestão estatal.

Logística e Produção Local

A operação em solo são-borjense é marcada por um planejamento de longo prazo. Cada animal entregue às Forças Armadas passa por um ciclo de cinco anos dentro da propriedade, desde o manejo financeiro e a inseminação das éguas até os três anos de criação e o período final de doma. Em 2025, o fluxo de trabalho resultou na entrega de 170 cavalos, o que significa que, em média, um animal pronto para o serviço militar deixa as terras de São Borja a cada dois dias.

Foto: Kauan da Silva/Coudelaria de Rincão)

Referência Genética na Fronteira Oeste

Além do papel logístico, São Borja destaca-se no cenário da biotecnologia animal. A Coudelaria de Rincão é pioneira no uso de éguas da raça Bretão como receptoras de embriões, técnica que permite a reprodução em larga escala de linhagens como o Brasileiro de Hipismo (BH) do qual a unidade possui 800 exemplares e o Cavalo Crioulo.

Essa expertise transforma o município em um polo de intercâmbio com países da América Latina, como Argentina e Paraguai, que buscam o material genético desenvolvido na região para fins desportivos e militares.

Presença Histórica no Município

A relação entre a criação de cavalos e o território de São Borja é centenária. Embora a atividade militar na área remonte ao período das missões jesuíticas, foi em 1922 que a unidade foi oficialmente estabelecida como Coudelaria de Rincão.

Foto: Kauan da Silva/Coudelaria de Rincão)

Após um intervalo em que a produção foi transferida para o estado de São Paulo, o Exército decidiu, em 1988, concentrar toda a sua estrutura de criação novamente em São Borja, devido à amplitude das pastagens locais. Hoje, os cavalos nascidos no município atendem desde o patrulhamento de fronteiras até os cerimoniais da Presidência da República, em Brasília.

Fonte: Site SB News, com informações do Gazeta do povo

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