O Senado aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Vocês já ouviram essa frase: “Não precisa reagir assim. Você está de TPM?”. Muitas mulheres já ouviram essa e outras variações em situações de desqualificação e desprezo. Isso é misoginia. Na discussão do projeto, a relatora, senadora Soraya Thronicke, do Podemos, deu outro exemplo:
“A misoginia se traduz no ódio, na aversão, no desprezo extremo às mulheres, muitas vezes manifestado por meio de violência física, psicológica e difamação, bem como injúria. É uma forma mais extrema de sexismo. Exemplo: ‘Saia daqui, senadora Soraya, porque lugar de mulher é na cozinha. Some daqui’. Isso é uma atitude misógina”.
O projeto foi aprovado por unanimidade e segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Senadoras e senadores ressaltaram que, sem debate mais amplo com a sociedade para enfrentar o machismo, a mudança na lei, sozinha, não será suficiente.
“O Brasil precisa enfrentar a violência contra as mulheres, que é crescente. Aumentamos pena, endurecemos processos, mas só vamos resolver isso quando a gente conseguir enfrentar essa má formação da sociedade que fortalece o discurso discriminatório”, afirma o senador Alessandro Vieira, do MDB-SE.
A autora do projeto classificou a proposta como um socorro para as vítimas de violência:
“As mães, as irmãs, as filhas. Todas estão pedindo socorro. O que nós queremos é que as mulheres tenham liberdade de escolha de suas vidas, que elas sejam respeitadas e que elas parem de ser mortas. Que elas vivam e decidam o que querem de suas vidas”, diz a senadora Ana Paula Lobato, do PSB-MA, autora do projeto de lei.
Fonte: G1


















