Com perdas estimadas em mais de R$ 1,2 bilhão apenas nos setores de soja e arroz, entidades empresariais e agropecuárias de São Borja encaminharam um apelo formal à Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul) em busca de apoio ao movimento SOS Agro RS / Securitização. O objetivo é sensibilizar os governos estadual e federal sobre os impactos econômicos devastadores enfrentados pelos produtores da Fronteira Oeste gaúcha.
O documento, assinado pelos presidentes da ACISB (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Borja) e da CDL local, destaca que o agronegócio é a principal fonte de emprego e renda da região, e que os reflexos das últimas safras frustradas comprometem não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica — incluindo comércio, indústria e serviços.
Segundo levantamento apresentado, somente nas três últimas safras de soja (2021/22, 2022/23 e 2024/25), as perdas somam mais de R$ 834 milhões. Já o arroz, cuja produção chegou a 6,3 milhões de sacas, teve prejuízo de R$ 378 milhões devido à queda no preço da saca, que passou de R$ 120 para R$ 60.
Além dos prejuízos diretos, o impacto sobre a renda dos trabalhadores também preocupa: estima-se que cerca de R$ 30,9 milhões deixaram de circular na economia local, afetando aproximadamente 2.400 pessoas entre trabalhadores rurais e aguadores. “A queda nos preços do arroz reduziu pela metade o valor que seria injetado no comércio local”, aponta o relatório.
As lideranças locais defendem a união de forças entre entidades representativas para pressionar por políticas públicas emergenciais que garantam crédito, reduzam burocracias e ofereçam proteção frente às adversidades climáticas e de mercado.
Fonte: Site SB News| Com informações da ACISB


















