Os vereadores Diniz Cogo (MDB) e Eldrio Machado (PP) defenderam, durante a sessão desta segunda-feira (23), que casos de feminicídio não recebam ampla divulgação por parte da imprensa. A manifestação ocorreu na tribuna da Câmara de Santiago e, segundo os parlamentares, a exposição poderia estimular novos crimes.
Diniz Cogo chegou a comparar a situação ao que classificou como período em que a divulgação de suicídios teria provocado uma “pandemia”. O presidente do Legislativo, Eldrio Machado, concordou com o posicionamento.
A declaração reacendeu um debate imediato na sociedade. Nas redes sociais e em grupos de discussão, a postura dos vereadores foi alvo de críticas. Para parte da comunidade, “colocar a sujeira embaixo do tapete” não soluciona o problema da violência contra a mulher e pode, ao contrário, enfraquecer a mobilização social e o enfrentamento público do tema.
Em sentido oposto, a vereadora Alexsandra Terra (PP) defendeu que os números precisam vir à tona e que a sociedade tem o direito de saber o que está acontecendo. Segundo ela, o silêncio nunca protegeu as mulheres — lembrando períodos em que crimes eram tratados como “defesa da honra”.
O episódio coloca novamente em pauta o papel da imprensa na cobertura de casos sensíveis e o equilíbrio entre responsabilidade na divulgação e o direito à informação. Em episódios recentes na região, como protestos realizados após crimes de grande repercussão, a transparência foi apontada como elemento central para a cobrança de políticas públicas e mudanças estruturais.
Fonte: Site SB News com informações do NP Expresso.

















