O vice-governador e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, reagiu com veemência ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na última edição do Carnaval carioca, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Souza classificou a utilização de recursos públicos para promover a figura do presidente em ano pré-eleitoral como uma “imoralidade, ilegalidade e um escárnio”, ressaltando que, independentemente de preferências políticas, a lei proíbe o uso de verba pública para promoção pessoal ou campanha antecipada.
A polêmica gira em torno da interpretação de que a homenagem, que incluiu enredo que exaltava a trajetória de Lula e foi apresentada no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, ultrapassou os limites culturais e adentrou o campo político, justamente pelo contexto eleitoral de 2026 e pelo financiamento indireto via verba pública às escolas de samba. Críticos, como Souza, argumentam que isso fere princípios de moralidade e isonomia no uso de dinheiro do contribuinte, defendendo que manifestações culturais têm seu valor, mas não podem se confundir com propaganda política.
A repercussão do episódio se espalhou por diferentes frentes políticas, com outras lideranças da oposição também criticando a homenagem e levantando questionamentos jurídicos sobre a legalidade da apresentação. Enquanto isso, defensores da escola e do enredo sustentam que a homenagem se enquadra no âmbito da liberdade de expressão artística e que todos os grupos receberam recursos públicos em condições iguais, o que, segundo eles, afasta a caracterização de promoção eleitoral antecipada.
Fonte: Santa Clara Online

















