Mulher suspeita de maus-tratos contra 35 animais e pela morte do cachorro Branquinho é presa preventivamente

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Foto: Câmera de segurança / Reprodução

A Polícia Civil prendeu preventivamente a mulher suspeita de matar o cachorro Branquinho com golpes de picareta em Porto Alegre. O mandado foi cumprido na noite desta quarta-feira (13) em Viamão, na Região Metropolitana, onde a mulher foi localizada.

A reportagem de Zero Hora apurou que se trata de Casia de Souza Zatti, 32 anos. Ela havia sido presa em flagrante na semana passada por maus-tratos contra 35 animais de estimação, mas foi solta por determinação da Justiça.

De acordo com a 15ª Delegacia de Porto Alegre, que tem o selo de amiga dos animais, a prisão preventiva acontece após o Ministério Público recorrer da decisão que soltou a investigada.

Ao analisar o pedido, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) acolheu o pedido, decretando a prisão preventiva. 

Entenda

Prisão em flagrante

Casia foi presa em flagrante por maus-tratos na segunda-feira (4), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência dela. Na ocasião, a polícia investigava a morte do cachorro Branquinho e buscava mais elementos sobre o caso.

No entanto, ao chegar no local, os agentes encontraram 35 animais em condições precárias: três cavalos, 24 galinhas, sete cães e um gato. Todos mantidos, conforme o MP, em condições degradantes, sem água, sem alimentação adequada e em ambiente insalubre.

Parte dos animais apresentava baixo escore corporal e sinais evidentes de negligência e sofrimento. O flagrante resultou na prisão.

Liberdade provisória

Um dia depois da prisão, na terça-feira (5), a Justiça concedeu liberdade provisória à investigada durante audiência de custódia realizada pelo Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp).

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a decisão da juíza Michele Scherer Becker levou em consideração que a mulher é tecnicamente primária, ou seja, não possui condenações anteriores.

O judiciário também considerou que, em caso de eventual condenação, o crime de maus-tratos permitiria início do cumprimento da pena em regime mais brando que o fechado.

Conforme o judiciário, a liberdade provisória foi concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares como:

  • Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades
  • Comparecimento sempre que intimada
  • Manter endereço e telefone atualizados
  • Comparecimento a atendimento psicológico em unidade de saúde, com comprovação periódica nos autos
  • Proibição de manter sob sua guarda qualquer tipo de animal
  • Obrigação de não se envolver em novos delitos

De acordo com o MP, a audiência de custódia não analisou nem tratou do episódio que resultou na morte do cão Branquinho, apenas da situação de maus-tratos verificada no momento da prisão:

“Esse antecedente foi considerado como elemento de contexto, a fim de demonstrar a reiteração de condutas semelhantes, reforçando a necessidade de adoção de medidas mais rigorosas no caso atual”.

Como o caso veio à tona

A denúncia sobre a morte do cachorro Branquinho chegou à polícia em 27 de abril deste ano, a partir de imagens enviadas ao Ministério Público Ambiental. O vídeo foi repassado ao Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre, que o encaminhou à Polícia Civil.

O crime ocorreu em 9 de novembro de 2025, na residência dela, no bairro Aparício Borges, na zona leste da Capital. As filmagens que registraram o episódio de novembro eram de câmeras instaladas na residência da mulher. Os equipamentos foram instaladas pelo então companheiro dela.

— As câmeras são da casa. Conversamos com o rapaz (então companheiro), e ele buscava provas de infidelidade. Nisso, deparou com a morte do animal — contou Carrion.

Conforme a polícia, o contexto era de conflitos entre o casal. Em 15 de abril deste ano, a mulher registrou ocorrência de violência doméstica e chegou a afastar o homem da casa. A situação foi considerada nas investigações.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da morte de Branquinho e apura eventuais responsabilidades criminais da suspeita.

Fonte: GZH 

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