Uma mãe denunciou publicamente uma série de problemas no atendimento dos dois filhos no Hospital São Patrício, em Itaqui. Em publicação nas redes sociais, Arielle Melo relata que um dos meninos sofreu uma convulsão e chegou a ser liberado horas depois, mas precisou ser internado após voltar a passar mal. Ela também afirma que um acesso venoso ficou fora da veia, que houve demora para administrar medicação e repor o soro e que seu bebê, de apenas 9 meses, poderia ter ficado sem leite durante a internação.
O atendimento começou na madrugada de 9 de setembro. Conforme Arielle, ela chegou ao pronto-socorro por volta das 3h com o bebê de 9 meses, que estava com febre e apresentava esforço para respirar. A criança foi internada cerca de quatro horas depois.
Por volta das 13h, enquanto acompanhava o bebê, Arielle recebeu a informação de que o filho mais velho estava na ala vermelha do hospital. O menino havia convulsionado e apresentava febre persistente.
A mãe afirma que ficou cerca de uma hora sem informações até saber que o quadro havia sido estabilizado. Às 17h, segundo ela, a criança foi liberada com orientação para uso de paracetamol e ibuprofeno. Arielle diz que não foram realizados exames nem houve encaminhamento para avaliação de um neurologista.
A saída do hospital, porém, não chegou a ocorrer. Enquanto ainda aguardava, o menino vomitou, revirou os olhos e voltou a apresentar febre, segundo a mãe. Um médico que assumiu o plantão decidiu então pela internação.
Arielle relata que o filho aguardou até aproximadamente 23h para ser encaminhado ao quarto e estava desde as 13h sem se alimentar. Ao solicitar leite, a família teria sido informada de que a cozinha estava fechada.
A situação também envolveu o bebê de 9 meses. Segundo a mãe, uma familiar foi buscar leite no local onde ele estava internado e descobriu que o pedido não havia sido encaminhado à cozinha.
Problema no acesso
No dia seguinte, outro episódio chamou a atenção da família. Arielle conta que o filho mais velho voltou a apresentar febre alta e recebeu medicação pelo acesso venoso. Depois da aplicação, o menino teria chorado por cerca de 10 minutos, reclamando de dor no braço.
A mãe diz ter questionado se o acesso poderia estar fora da veia. Conforme o relato, ouviu de um profissional que seria “normal ele chorar”.
Horas depois, quando uma nova medicação seria administrada, o braço da criança estava bastante inchado. Foi então, segundo Arielle, que a família descobriu que o acesso estava fora da veia.
A mãe afirma ainda que pediu três vezes para conversar com a responsável pela enfermagem, mas não conseguiu atendimento.
Em outro momento da internação, Arielle relata ter avisado uma profissional que o soro do filho havia terminado. Segundo ela, cerca de uma hora se passou até que o atendimento fosse realizado. Nesse intervalo, o próprio menino teria saído ao corredor para avisar: “Tia, meu soro acabou.”
Quando a equipe foi verificar a situação, ainda conforme o relato, havia sangue coagulado no acesso.
Quarto e atendimento também são alvo de reclamações
A publicação traz ainda queixas sobre a estrutura e o atendimento. Arielle afirma que o quarto não estava limpo e que a higienização ocorreu somente após reclamação da família. A pia do banheiro estaria entupida e com mau cheiro.
A mãe também relata um desentendimento ao procurar a pediatra disponível para esclarecer uma dúvida. Segundo Arielle, a médica teria respondido no corredor: “Ah, de novo? Vocês têm que desapegar de mim!”
Também houve, conforme a mãe, uma abordagem considerada ríspida por parte de um segurança enquanto familiares acompanhavam um procedimento no bebê.
Ao tornar o caso público, Arielle ressaltou que as críticas não são direcionadas a todos os profissionais do hospital. Segundo ela, há trabalhadores dedicados na instituição, mas as situações enfrentadas pela família precisam ser apuradas.
“Eu não estou pedindo tratamento especial. Estou pedindo atenção”, escreveu.
Os episódios descritos na reportagem são baseados no relato público feito por Arielle Melo nas redes sociais. O espaço do SB News está aberto ao Hospital São Patrício para manifestação e esclarecimentos sobre as situações relatadas.
Fonte: SB News


















