O administrador do Instituto Penal de Santo Ângelo investigado em um inquérito da Polícia Civil após denúncias feitas por duas apenadas se manifestou publicamente pela primeira vez sobre o caso. Por meio de nota assinada pelo advogado Diego Marafiga, o policial penal contestou as acusações e afirmou confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.
A manifestação ocorre dias após a divulgação de uma carta atribuída a detentas da unidade prisional. O documento, que circulou em grupos de redes sociais e chegou à imprensa, relatava supostas condutas inadequadas envolvendo o administrador do estabelecimento penal.
Após a repercussão do caso, a Polícia Civil confirmou que duas mulheres foram encaminhadas pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Santo Ângelo para o registro da ocorrência. Também foram solicitadas medidas protetivas em favor das vítimas, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.
Na nota divulgada nesta quarta-feira (3), a defesa afirma que as acusações não correspondem à realidade e ressalta que o inquérito ainda está em fase inicial, sem qualquer conclusão oficial sobre os fatos investigados. O advogado também destaca que devem ser observados os princípios da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.
A defesa sustenta ainda que o policial penal possui mais de três décadas de atuação no serviço público e afirma que sua trajetória profissional foi construída com seriedade e dedicação. O documento encerra informando que não haverá manifestações sobre detalhes do caso enquanto a investigação estiver em andamento.
O inquérito instaurado pela Polícia Civil apura a possível ocorrência de crimes contra a dignidade sexual. As investigações seguem sob responsabilidade da DEAM de Santo Ângelo.
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Fonte: Site SB News


















