Caso Gabriel: três ex-policiais militares são condenados pela morte de jovem após abordagem

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Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

A Justiça condenou, na madrugada deste sábado (4), três ex-policiais militares a 24 anos de prisão pelo assassinato de Gabriel Marques Cavalheiro. O jovem tinha 18 anos quando desapareceu após uma abordagem da Brigada Militar, em agosto de 2022, em São Gabriel, na Fronteira Oeste.

Na decisão, a juíza responsável pelo caso alegou que Raul Veras Pedroso e Cléber Renato Ramos de Lima, que eram soldados, e Arleu Júnior Cardoso Jacobsen, sargento à época, cometeram homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima

Eles também foram condenados à perda dos cargos na Brigada Militar e ao pagamento de uma indenização de R$ 100 mil à família de Gabriel.

O júri começou na segunda-feira (29). Foram ouvidas 17 testemunhas, além dos réus. Também foram realizadas duas inspeções judiciais no local dos fatos com os jurados. 

Ainda cabe recurso da decisão, no entanto, os réus, que já estão presos, não poderão aguardar em liberdade.

O que dizem as defesas

 

Em nota, o advogado Maurício Custódio, representante de Arleu Júnior Cardoso Jacobsen, afirmou que discorda da condenação e que acredita na inocência de seu cliente. (Leia a nota completa abaixo).

Jean Severo, responsável pelas defesas de Raul Veras Pedroso e Cléber Renato Ramos de Lima, afirmou que irá decorrer da decisão.

Relembre o caso

 

Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, uma moradora da Rua Sete de Setembro acionou a Brigada Militar na noite de 12 de agosto de 2022 e relatou que um jovem estaria forçando o portão da residência. Imagens gravadas por moradores mostram Gabriel Marques Cavalheiro caído no chão durante a abordagem e, depois, sendo colocado em uma viatura. Foram os últimos registros do jovem com vida.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriel foi agredido e algemado durante a abordagem policial. O corpo dele foi localizado uma semana depois, em 18 de agosto, submerso em um açude na localidade de Lava-Pés.

Nota de defesa de Arleu Júnior Cardoso Jacobsen

 

Respeitamos a decisão do Conselho de Sentença, mas discordamos frontalmente dela. O julgamento reflete uma injustiça sem precedentes. Lutamos contra tudo e contra todos para provar que eles são inocentes. Eles foram condenados, mas isso não transforma a inocência em culpa. Vamos sempre dizer: o assassino de Gabriel está solto e estes três policiais foram condenados por um

Crime que não cometeram. Ontem testemunhamos a maior injustiça contra estes três homens. Vamos recorrer, com o mesmo empenho de encontrar o verdadeiro assassino do Gabriel! Estes homens não são culpados deste crime e a prova é a verdadeira testemunha!

Fonte: GZH 

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