Um relatório divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul acendeu um novo alerta para o Estado. Elaborado por 14 especialistas, o documento aponta que o fenômeno climático El Niño deve provocar chuvas acima da média durante a primavera de 2026, aumentando o risco de cheias, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em diversas regiões gaúchas.
Apesar do cenário preocupante, os pesquisadores ressaltam que ainda é cedo para confirmar se o fenômeno terá intensidade forte ou superintensa, como indicam algumas projeções internacionais. Nas últimas semanas, centros meteorológicos como o ECMWF, da Europa, passaram a apontar um aquecimento significativo das águas do Oceano Pacífico, condição que favorece a formação do El Niño.
Segundo o climatologista José Marengo, coordenador da nota técnica e pesquisador do Cemaden, previsões para outubro ainda carregam grande margem de incerteza. Atualmente, alguns modelos apontam aquecimento de até 3°C no Pacífico, índice considerado compatível com um El Niño superintenso pela NOAA, agência climática dos Estados Unidos.
O relatório destaca que o fenômeno, sozinho, não determina a ocorrência de desastres naturais, mas reforça a vulnerabilidade de áreas suscetíveis. Por isso, os especialistas recomendam que prefeituras, órgãos públicos e a iniciativa privada revisem planos de contingência e fortaleçam a preparação da infraestrutura e dos serviços essenciais.
A nota também aponta tendência de temperaturas acima da média no inverno e aumento da probabilidade de tempestades localizadas na primavera. Meteorologistas reforçam que os próximos meses serão decisivos para definir a real intensidade do fenômeno climático que volta a preocupar o Rio Grande do Sul após os eventos extremos registrados recentemente no Estado.
Fonte: Site SB News, com informações do GZH


















