De um lado, o pré-candidato do MDB ao governo, o vice-governador Gabriel Souza, e o postulante do PSDB, Marcelo Maranata. De outro, Juliana Brizola e o deputado federal Luciano Zucco, respectivamente pré-candidatos ao Piratini pelo PDT e pelo PL. Neste início da pré-campanha, enquanto os dois primeiros passaram a destacar sua disposição para participar de eventos nos quais todos se enfrentem diretamente, os dois últimos têm sido mais seletivos, sob a justificativa da diversificação das agendas.
A divergência escalou na semana passada, quando Gabriel e Maranata usaram as redes sociais para reclamar da falta de disponibilidade de Juliana e Zucco em participar em um painel previsto para acontecer na Fenachim, em Venâncio Aires. Maranata gravou vídeo com o emedebista, afirmando que os outros dois oponentes haviam desistido. E evidenciou a tática de tentar chamar os adversários para o confronto direto.
Antes da perspectiva de embate frustrada na Fenachim, uma primeira, idealizada por um veículo de comunicação do Vale dos Sinos, também não aconteceu. E a expectativa de um encontro dos quatro na Federasul foi adiada para o mês de junho.
“A campanha é muito curta, são 35 dias de televisão. Entidades e órgãos de imprensa estão convidando e as duas candidaturas (Juliana e Zucco) estão cancelando. Eu estou à disposição. A vida de governador é a de enfrentar tensões, crises, questionamentos, e estar sempre fora da zona de conforto. Os debates tiram todos de suas zonas de conforto. Quem foge não está preparado ou preparada para ocupar o posto que almeja”, dispara Gabriel.
Internamente, articuladores das quatro pré-candidaturas admitem que as divergências que opõem Juliana e Zucco e Gabriel e Maranata em relação a participação em um maior ou menor número de debates está relacionada ao desempenho que os quatro apresentam até o momento em diferentes sondagens eleitorais. Com menores índices, o emedebista e o tucano identificam neste tipo de interação possibilidades de crescimento. Por outro lado, a trabalhista e o deputado do PL, que apresentam índices mais elevados, querem evitar desgastes que as equipes avaliam como ‘precoces’ e ‘desnecessários.’
De público, tanto as coordenações de Juliana como de Zucco negam falta de disposição para debater diretamente com oponentes. “Não tem nada disso de derrubar participação em debates. Queremos participar do máximo possível. Mas faltam cinco meses para as eleições. E nunca houve essa proliferação de debates ainda na etapa de pré-campanha. Estamos fazendo escutas regionais e o Zucco precisa conciliar a agenda de pré-candidato com a de deputado federal. Além disso, nossa coligação é ampla, o que requer a participação em muitos eventos”, alfineta Leonardo Pascoal, que é um dos coordenadores da pré-campanha de Zucco.
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Vieira da Cunha, coordenador da pré-campanha de Juliana, vai na mesma linha. “Semana passada ainda confirmei a presença da Juliana no debate da Granpal. A vontade dela é, sempre que possível, participar dos debates. Já participou na Famurs e na Fecomércio. Mas é humanamente impossível atender a todos os convites. Tem uma demanda muito grande. E precisamos conciliar com o início das interiorizações, os roteiros pelo RS, e todos os compromissos da pré-campanha, como entrevistas, visitas e reuniões”, argumenta o pedetista.
Fonte: Correio do Povo


















