Fechamento de empresas na Argentina se acelera na era Milei e ultrapassa 30 mil

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Foto: REUTERS/VIOLETA SANTOS MOURA

O número de empresas registradas na Argentina continua em queda durante o governo de Javier Milei. Segundo levantamento do Centro de Economia Política da Argentina (CEPA), elaborado com base em dados oficiais da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), 30.633 empresas deixaram de existir em termos líquidos entre novembro de 2023 e maio de 2026.

No período, o número de empregadores registrados caiu de 512.357 para 481.724, uma redução de aproximadamente 6%. Os dados apontam para uma deterioração do mercado empresarial argentino ao longo dos primeiros anos da atual administração.

A retração ganhou força em maio de 2026. Dados da Fundar, também baseados em registros da SRT, indicam que 2.371 empresas foram eliminadas em termos líquidos apenas naquele mês, contra 1.814 em abril.

A diferença representa 557 empresas a mais encerradas em relação ao mês anterior, equivalente a uma aceleração de aproximadamente 31% na eliminação líquida de empresas.

O setor mais afetado em maio foi o comércio, que registrou uma redução líquida de 841 empregadores em relação a abril.

Na sequência aparecem os serviços de alimentação e hospedagem, com 341 empresas a menos; a indústria de transformação, com redução de 403; e o setor de transporte e armazenagem, que perdeu 210 empregadores.

Também houve retração na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca, com 156 empresas a menos. A construção civil registrou redução de 42 empregadores, enquanto os serviços imobiliários perderam 113.

Os números mostram que a contração atingiu diferentes segmentos da economia, com destaque para atividades ligadas ao comércio, aos serviços e à indústria.

A redução do número de empresas veio acompanhada de uma queda no emprego formal. Entre novembro de 2023 e maio de 2026, 411.613 postos de trabalho registrados foram eliminados em termos líquidos, segundo os dados analisados pelo CEPA.

O resultado corresponde a uma redução de aproximadamente 4,2% no número de trabalhadores registrados.

De acordo com a contagem da SRT, o total de empregados registrados passou de 9.857.173 para 9.445.560 no período. Apenas em maio, foram perdidos 70.217 postos de trabalho.

O quadro combina, portanto, duas tendências: a diminuição do número de empregadores registrados e a redução do contingente de trabalhadores formais. Os dados utilizados no levantamento abrangem o período desde novembro de 2023, marco adotado para a comparação com o início da administração Milei.

Os dados indicam que a Argentina chegou a maio de 2026 com 30.633 empregadores registrados a menos do que em novembro de 2023. Em paralelo, o país acumulou a perda líquida de mais de 411 mil empregos registrados.

A aceleração observada em maio acrescenta pressão sobre um cenário já marcado pela redução do número de empresas e postos formais de trabalho. O comércio foi o segmento que apresentou a maior perda de empregadores no mês, enquanto a indústria, os serviços, o transporte e outros setores também registraram retração.

O levantamento oferece, assim, um retrato da evolução do setor empresarial e do emprego formal argentino durante a administração de Javier Milei, com base nos registros oficiais utilizados pelas entidades responsáveis pela análise.

Fonte: Brasil 247

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