Na manhã deste sábado (7), a Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 61 anos que descumpriu medida protetiva de urgência (MPU) após não comparecer à delegacia para instalar tornozeleira eletrônica. O mecanismo havia sido concedido a sua ex-esposa, que relata ter sido vítima de perseguição por parte do homem.
São pelo menos 11 registros de ocorrências e três medidas protetivas contra o agressor. De acordo com a Polícia Civil, os dois mantiveram relacionamento por 13 anos, com término em junho de 2023. Eles têm dois filhos: um de nove anos e outro de 13.
— Eu me mudava, ele me perseguia e eu tinha que chamar a polícia. Os moradores pediam pra eu sair das casas. E assim eu ia. Às vezes, por medo de ele pegar meu filho. Foram nove vezes até a última agora, em dezembro — relatou ela.
Veja os 11 registros de ocorrências
26 de agosto de 2023
- A primeira medida protetiva foi solicitada em agosto daquele ano, mas a vítima optou por não representar criminalmente.
12 de setembro de 2023
- O agressor contatou a mulher por telefone e a perseguiu em uma parada de ônibus, descumprindo a medida. Ela acionou a Brigada Militar e o homem fugiu. A polícia solicitou a prisão preventiva do agressor, mas o pedido foi negado. Foi realizada somente uma advertência.
16 de setembro de 2023
- Quatro dias depois, ele teria novamente se aproximado da ex-companheira na escola da filha e perseguido a vítima. Ela chamou a Brigada Militar, e ele foi preso. No entanto, foi colocado em liberdade após audiência de custódia.
4 de fevereiro de 2024
- Em fevereiro de 2024, a vítima relatou à polícia que havia pedido a revogação da medida protetiva, por acreditar que o agressor havia mudado. No entanto, voltou a ser perseguida. A vítima representou criminalmente, mas, segundo o histórico do caso, não compareceu para prestar depoimento e a ocorrência foi arquivada.
12 de fevereiro de 2024
- No mesmo mês, a mulher relatou ter recebido perturbações por telefone, além de ter sido perseguida em frente à residência da mãe. A vítima representou criminalmente e pediu medida protetiva de urgência.
17 de março de 2024
- Em março de 2024, a mulher informou que o agressor estava em frente a sua residência.
17 de abril de 2024
- Em abril, a vítima informou à polícia que soube que o ex a procurou em frente à escola dos filhos. Disse ainda que encontrou o homem ao chegar em casa e que houve troca de empurrões e ofensas, além de discussão sobre a visitação dos filhos.
- A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
- Em 17 de junho, foi concedida liberdade provisória ao homem, com instalação de tornozeleira eletrônica.
20 de janeiro de 2025
- Em janeiro, o homem teria descumprido a medida protetiva. A vítima relatou que o agressor se aproximou da residência dela.
6 de janeiro de 2026
- Houve novo registro de ocorrência da vítima, relatando que o homem continuava rondando sua casa e a intimidando. Disse ainda que ele já havia tentado invadir a sua moradia. A mulher representou criminalmente e representou por medida protetiva.
9 de janeiro de 2026
- A vítima fez novo registro, informando que havia se mudado de endereço e que, mesmo assim, o homem continuava a perseguindo e rondando sua residência.
5 de fevereiro de 2026
- Um vizinho alertou a vítima de que o agressor estava escondido próximo a sua residência. Ao perceber que havia sido descoberto, ele fugiu. A vítima acionou a Brigada Militar, que conseguiu prender o suspeito. A mulher também representou criminalmente contra o ex-companheiro. Não houve homologação do flagrante pela Polícia Civil.
- Em 6 de fevereiro, a Justiça determinou que fosse instalada tornozeleira eletrônica. Inicialmente, a data da instalação seria 11 de fevereiro. Mas, no mesmo dia, a Justiça reconsiderou a decisão, e decidiu que a instalação deveria ocorrer ainda no dia 6. O homem não se apresentou à polícia para a instalação
- No dia 7 de fevereiro ele foi preso neste sábado (7) pela manhã.
Denuncie ou peça ajuda
- Secretaria da Segurança Pública: 181
- Brigada Militar: 190 (24 horas para emergências)
- Polícia Civil: 197 (24 horas para emergências)
- WhastApp: (51) 98444-0606
- Delegacias: em qualquer delegacia de polícia ou em uma das 23 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e 92 Salas das Margaridas do Estado
- Delegacia Online: neste site
- Central de Atendimento à Mulher: 180 e WhatsApp: 55 (51) 98444-0606
- Defensoria Pública: 0800-644-5556
- Ministério Público — em qualquer promotoria ou pelo endereço eletrônico (neste link)
- Centros de Referência em Atendimento à Mulher no RS: neste link
Fonte: GZH

















