A Polícia Civil apurou que a transfusão de sangue que causou a morte de uma paciente do Hospital Universitário de Santa Maria não estava prevista no prontuário médico da mulher. O caso aconteceu em 6 de agosto, e a paciente morreu no dia 7. Os nomes da vítima e da enfermeira envolvida não foram divulgados.
Conforme o delegado Adriano de Rossi, já foram ouvidos familiares da vítima e a enfermeira que realizou a transfusão. A profissional ficou em silêncio durante seu depoimento. O corpo da paciente passou por necropsia, e os resultados ainda não foram divulgados.
Segundo o relato da filha da vítima à polícia, a mãe fazia tratamento oncológico no hospital há mais de um ano, e foi internada no dia 5 de agosto por conta de uma dor abdominal. Por falta de leitos, precisou ficar em um corredor do hospital.
No dia seguinte à internação, a enfermeira disse que era importante fazer a transfusão porque o procedimento ajudaria nas defesas do organismo. Cerca de 10 minutos após a transfusão, a mulher começou a ter dificuldades respiratórias. Ela chegou a ser levada para a UTI do hospital, mas não resistiu.
A polícia apura se o erro foi exclusivamente da enfermeira ou se houve falha coletiva. O corpo clínico do hospital também deve ser ouvido.
Caso a morte seja confirmada como consequência direta da transfusão, os responsáveis podem ser indiciados. Se não houver relação com o procedimento, o caso pode ser tratado como responsabilidade administrativa do hospital.
Por meio de nota, o Hospital Universitário de Santa Maria informa que instaurou processo interno para apurar as circunstâncias do caso.
Leia a nota do Husm
“O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) informa que instaurou processo interno para apurar as circunstâncias que levaram ao falecimento de uma paciente na manhã da última quinta-feira (07/08).
O HUSM permanece colaborando com as autoridades competentes e se solidariza com os familiares, reafirmando seu compromisso com a vida, a dignidade humana e a segurança assistencial.”
Fonte: RD Foco


















