Polícia Civil mira seis servidores públicos na segunda fase da Operação Oppenheimer em Uruguaiana

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Foto: Uruguaiana 24H

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a segunda fase da Operação Oppenheimer, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A ação teve como alvos seis servidores públicos municipais e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão dentro da Prefeitura, além de outros endereços da cidade. A investigação apura suspeitas de corrupção e possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados judiciais de busca e apreensão em diferentes bairros do município e nas dependências da administração municipal.

A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Uruguaiana, sob responsabilidade do delegado Wellington da Silva Pinheiro, com apoio de policiais integrantes da Operação Protetores das Fronteiras.

Durante as diligências, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Os itens serão analisados para aprofundar as apurações e esclarecer os fatos investigados.

Investigação começou em maio e envolve suspeita de corrupção

A segunda fase é um desdobramento da Operação Oppenheimer, deflagrada em maio de 2026, quando a Polícia Civil investigou um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários com contratos junto à administração municipal.

Na primeira etapa, realizada nos dias 28 e 29 de maio, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em Uruguaiana e Porto Alegre.

Entre os presos estava o então secretário municipal de Esporte, Lazer e Inclusão, Anderson de Menezes, conhecido como Cuco, que foi exonerado do cargo após a operação.

Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil na época, a investigação teve início após um vereador apresentar gravações de conversas relacionadas a uma suposta proposta de pagamento de R$ 50 mil.

Segundo a investigação, o dinheiro teria sido oferecido para que o parlamentar deixasse de fiscalizar contratos do transporte escolar rural, desistisse de disputar as eleições estaduais e votasse favoravelmente à aprovação das contas de uma gestão anterior do Executivo municipal.

Durante as apurações, também foram apreendidos R$ 5 mil que, conforme a Polícia Civil, corresponderiam à primeira parcela do suposto pagamento irregular.

Nova fase teve servidores municipais como alvos

Com a segunda etapa realizada nesta quinta-feira, a Polícia Civil voltou a cumprir ordens judiciais na Prefeitura de Uruguaiana, ampliando a coleta de documentos e materiais relacionados ao inquérito.

Conforme as informações divulgadas sobre a operação, seis servidores municipais foram alvos das diligências. Até o momento, não foram informados os nomes dos investigados nem detalhes sobre a possível participação individual de cada um nos fatos apurados.

A Polícia Civil informou que as investigações permanecem em andamento e sob sigilo, com o objetivo de preservar a eficácia das diligências e garantir a regularidade da apuração.
Fonte: SB News 

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