A Polícia Federal concluiu em relatório que a atuação do jornalista maranhense Luís Pablo não apresenta indícios de violação de sigilo funcional nem comprovação de pagamento para a publicação de reportagens contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação contesta a suspeita inicial que motivou medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os investigadores identificaram uma transferência de R$ 100 mil envolvendo pessoas ligadas às fontes do comunicador, montante que ele utilizou para a quitação de um imóvel rural. O documento ressalta, no entanto, a impossibilidade de vincular o valor à veiculação de notícias e defende a necessidade de novas perícias em mídias apreendidas antes de qualquer conclusão definitiva sobre as transações financeiras.
O texto também afasta a hipótese de crime de perseguição e reforça a garantia constitucional do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa. Segundo a corporação, eventuais irregularidades no acesso a dados sobre o uso de carros oficiais no Maranhão configurariam falta funcional exclusiva de agentes públicos detentores das senhas do sistema, e não do profissional de comunicação.
Fonte: Site SB News, com informações da CNN Brasil


















