Mourão chama fim da escala 6×1 de eleitoreiro e anuncia voto contrário à proposta

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Foto: Reprodução

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República durante o governo de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (14) que votará contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o parlamentar classificou a iniciativa como eleitoreira e criticou o momento escolhido para discutir a redução da jornada de trabalho no Brasil.

Mourão questionou a retomada do debate em pleno período eleitoral e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar a proposta com objetivos políticos. Segundo o senador, a discussão poderia ter ocorrido anteriormente, ainda em 2023, sem a pressão de uma disputa presidencial.

O parlamentar também demonstrou preocupação com os possíveis impactos econômicos da mudança. Na avaliação dele, o fim da escala 6×1, nos moldes apresentados, poderá prejudicar setores como a indústria, o comércio, os serviços e o agronegócio, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por empresas para contratar trabalhadores.

Mourão argumentou que a redução da jornada poderá provocar perdas de produtividade, queda na arrecadação e diminuição de postos de trabalho. Para ele, qualquer alteração na legislação trabalhista precisa considerar as condições econômicas e a capacidade de adaptação dos diferentes setores produtivos.

A declaração ocorre em meio à mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que passou a defender o fim da escala 6×1. Apesar da divergência, Mourão evitou criticar diretamente o presidenciável e manteve sua posição contrária à proposta.

O senador também defendeu que a oposição busque flexibilizar o texto após as eleições, com a possibilidade de apresentar alterações a partir de 2027.

A proposta de acabar com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e descansa um, tornou-se um dos principais temas do debate político nacional. A discussão envolve a redução da jornada semanal, a qualidade de vida dos trabalhadores e os possíveis efeitos da mudança sobre a economia.

Apesar da posição contrária de Mourão, o tema ganhou espaço entre diferentes correntes políticas e segue provocando divergências no Congresso Nacional, especialmente sobre a forma de implementação e os impactos para trabalhadores e empregadores.

Fonte: SB News

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