No alto da cidade, a sinaleira continua fazendo o seu trabalho em silêncio.
Ela avisa, alerta, pede calma. Mas quase ninguém olha de verdade para ela. As pessoas apenas aceleram. Sempre aceleram.
Vivemos como quem está atrasado para a própria vida. Acordamos correndo, andamos correndo, pensamos correndo. Queremos chegar rápido sem perceber que, às vezes, a pressa faz a gente passar direto pelos detalhes que realmente importam: um descanso, uma conversa, um abraço, um instante de paz.
Em São Borja, como em tantos outros lugares, as ruas carregam essa ansiedade diária. Motos cortam esquinas, carros disputam segundos, pessoas atravessam os dias sem sequer respirar direito. E o mais perigoso não é só deixar de enxergar o limite da via é deixar de enxergar o limite da própria vida.
Porque um pouco mais de pressa pode acabar te parando para sempre.
Enquanto um pouco mais de calma pode te permitir continuar o caminho.
Talvez a vida seja parecida com essa sinaleira da foto: às vezes ela não manda acelerar, nem voltar. Ela apenas tenta dizer que é preciso diminuir a velocidade para seguir em segurança.
Nem todo atraso é perda.
Às vezes, parar um pouco é exatamente o que salva o rumo inteiro da nossa caminhada.
Fonte: Site SB News


















